me despedindo da minha nova juventude tardia...
estudar e morar em república, tomar cerveja depois da aula, receber diploma...
falta pouco...
depois a viagem de fim de curso...
coisas q não fiz ao meu tempo e que faço agora aproveitando mais!
logo mais volto a ser gente grande, e confesso que não com pesar, mas já com ansiedade!
25.5.10
16.5.10
paradigmas intoleráveis
deveria ser mais intolerante com a minha intolerância?
ainda que em geral ela se aplique
às intolerâncias e pré-conceitos que existem na vida?
ainda que em geral ela se aplique
às intolerâncias e pré-conceitos que existem na vida?
11.5.10
"quando o sol bater"...
vivendo um ano atípico:
da primavera fui ao inverno e
voltei três horas pra trás,
logo fiquei com fuso
e em cinco estava a distância
do verão que não chegou...
agora sinto a primavera
e sei que depois de um breve verão,
será primavera outra vez...
para tentar florir e que ainda que volte
essas cinco horas pra trás,
essas cinco horas pra trás,
estarei avançando pra esperar
um verão completo e muito mais radiante!
um verão completo e muito mais radiante!
8.5.10
6.5.10
sentimientos distintos
tu "me da igual" me diferencia
por no me adicionar
y así me dejar substraída...
(mi primero post en español)
2.5.10
número de vida...
O oito sempre foi meu número preferido,
ainda quando eu nem sabia
que quando ele deitava virava infinito...
(meus números preferidos sempre foram os pares -
para ninguém precisar se sentir solitário...
para ninguém precisar se sentir solitário...
e os mais redondos...
de escrever ou de falar:
dois... seis... mas o melhor: oito...
de escrever ou de falar:
dois... seis... mas o melhor: oito...
mas também não nego pessoas
e situações ímpares em minha vida...
e situações ímpares em minha vida...
talvez as busque para se emparelharem comigo...
e claro que abro exceções,
por exemplo para acolher aqueles que
são vistos como de azar, como o famoso 13...
por exemplo para acolher aqueles que
são vistos como de azar, como o famoso 13...
mas como o oito, pra mim não há ninguém...
infinitamente parte de minha vida...)
infinitamente parte de minha vida...)
26.4.10
filha única
A vivência de ter sido filha única por tanto tempo - e em casa sempre - me gerou por um lado um gosto pela tranqüilidade de um domínio pelo meu espaço, minhas coisas, meu mundo...
(e em geral tenho momentos muito intensos de me ensimesmar e entrar na "casinha", que é algo metafórico, mas que muitas vezes está representada também por coisas materiais)...
(e em geral tenho momentos muito intensos de me ensimesmar e entrar na "casinha", que é algo metafórico, mas que muitas vezes está representada também por coisas materiais)...
Por outro lado essa vivência também me gerou uma ansiedade por compartilhar... Poder receber amigos, oferecer o que tenho, poder ser anfitriã, poder gerar bem estar e prazer, cuidar...
Me vejo muitas vezes então com esse espírito maternal, que quer dar, mas que quer os "filhos" sejam obedientes...
mais uma pro ABC do meu lado B, lado A...
;)
;)
22.4.10
direito de permanecer calado
Lembro na infância de ouvir essa frase em filmes e não fazer sentido pra mim.
Eu que sempre tão ansiosa por falar e falar e falar, achava impossível reivindicar outro direito que não esse...
Depois acompanhando situações de novelas (fictícias ou reais) fui percebendo o perigo que a palavra pode ter... Mais recentemente, senti na pele a gravidade de más interpretações e, pior, o mal uso delas...
Agora já sei que apesar de minha constante ser dar voz àquilo que me dá na gana, cuido um pouco (e tenho que cuidar mais) para que minha sinceridade excessiva não ofenda, magoe ou, ainda, para que situações de mais complexidade não adquiram duplo sentido e possam ser mal interpretadas...
Ambigüidade faz parte de mim, mas parecer ser o que não sou, nem sempre me contenta...
15.4.10
DISCO QUEBRADO (em 10 post-songs)
(de volta ao tema em 10 capítulos)
Gosto de pensar em defeitos e qualidades
como parte de um todo que me forma.
como parte de um todo que me forma.
Isso não para me conformar e justificar defeitos,
mas para não negar o que sinto minha essência
sem deixar de buscar equilíbrios...
(a seguir as 10 notas musicais)
mas para não negar o que sinto minha essência
sem deixar de buscar equilíbrios...
(a seguir as 10 notas musicais)
LADO NEGRO LADO A (# 1)
(capítulo #1/10 de DISCO QUEBRADO)
Pensando no lado A de meu lado negro, que seria o mais pop,
o que mais conheço, o que mais toca por aí:
Que a busca pela ordem e pela racionalidade
não criem ditaduras, atas, maneirismos...
o que mais conheço, o que mais toca por aí:
Que a busca pela ordem e pela racionalidade
não criem ditaduras, atas, maneirismos...
LADO NEGRO LADO A (# 2)
(capítulo #2/10 de DISCO QUEBRADO)
Que a persistência não se exceda tanto em teimosia.
...A nostalgia em paralisia...
Que a persistência não se exceda tanto em teimosia.
...A nostalgia em paralisia...
LADO NEGRO LADO A (# 3)
(capítulo #3/10 de DISCO QUEBRADO)
Que a aceitação que tenho pela ambigüidade, por entender complexidades e buscar o que há além, não se torne confusão, complacência com bagunças, convites a caos...
Que as vontades múltiplas que tenho não me asfixiem em ansiedades -
porque ansiar é bom, mas as ânsias...
(ainda mais porque em mim há que ter cuidado para que a impossibilidade dos desejos não se vertam em bilis,
me azedando em mau humores)
me azedando em mau humores)
LADO NEGRO LADO A (# 4)
(capítulo #4/10 de DISCO QUEBRADO)
Que o amor e o carinho que tenho
não gere em mim tanta dependência e cobrança,
não gere em mim tanta dependência e cobrança,
Que a busca por entender-me e desabafar-me
não se torne exposição.
não se torne exposição.
LADO NEGRO LADO A (# créditos)
(capítulo #5/10 de DISCO QUEBRADO)
(E assim poderei conviver com todo amor que há dentro de mim,
com todas saudades que sinto,
com tudo que quero tanto,
com tudo que posso entender que passa na vida,
com tudo que falo a torto e a direito
- em bloques e blogues ou onde seja...)
(E assim poderei conviver com todo amor que há dentro de mim,
com todas saudades que sinto,
com tudo que quero tanto,
com tudo que posso entender que passa na vida,
com tudo que falo a torto e a direito
- em bloques e blogues ou onde seja...)
LADO NEGRO LADO B (# capa)
(capítulo #6/10 de DISCO QUEBRADO)
"Por outro lado...
E então tenho esse outro lado... um lado negro que é um lado B...
um lado de sentimentos que me surgem e que não entendo,
que me consomem, me põe pra fora de mim.
E desses tento fugir...
(pra não me desconhecer).
"Por outro lado...
E então tenho esse outro lado... um lado negro que é um lado B...
um lado de sentimentos que me surgem e que não entendo,
que me consomem, me põe pra fora de mim.
E desses tento fugir...
(pra não me desconhecer).
LADO NEGRO LADO B (# 1)
(capítulo #7/10 de DISCO QUEBRADO)
Como a preguiça que é algo que me dá medo me entregar... Fujo.
Às vezes me ensimesmo onde há espaço para ser em outro ritmo,
às vezes me proponho infinidades para agir, agir, agir,
sem espaço para brechas...
às vezes me proponho infinidades para agir, agir, agir,
sem espaço para brechas...
LADO NEGRO LADO B (# 2)
(capítulo #8/10 de DISCO QUEBRADO)
Comparações me aniquilam, me dão insegurança, despertam a inveja, então corro como da cruz, não alimento ciúmes e acabo nem sentindo...
E se acaso há tropeços, desvio, busco outros caminhos e sigo...
LADO NEGRO LADO B (# 3)
(capítulo #9 de DISCO QUEBRADO)
Raiva é um sentimento que também não sei sentir, muito porque ele está ligado a situações do que deveria ter sido de um jeito e não foi, onde deveria ter sido assim, entretanto...
Tanto que pode haver... Tento pecar e me arrepender pelo que fiz e não pelo que deixei, assim pelo menos terei aprendido coisas novas... E quando não há como evitar o arrependimento, ou o problema, prefiro sofrer.
Que o sentimento seja de dor e não de raiva, porque essa energia que vem em meu corpo, prefiro que se vá em lágrimas - que essas conheço bem!
E ainda que seja uma dor fulminante e que também me aniquile, de alguma maneira entendo e sei que não posso fugir:
O "não", o "nunca", ou pior: o "nunca mais"...
Construo meus planos e sonhos construindo a mim mesma, abandonar é me destruir um pouco, mas há reconstruções, então, esperanças...
LADO NEGRO LADO B (# créditos)
(capítulo 10/10 de DISCO QUEBRADO)
Aí está minha orquestra em compacto:
o que batuca (em tum-tum, toc-toc, tic-tac...),
as cordas (no pescoço, de cabo de guerra, de amarras...),
as teclas (pianissimamente em computadores, celulares, elevadores...),
os sopros (de vida,em cabelos,folhas d outono,suspiros,movimentos...)
E assim sinfona minha vida... em melodias e melonoites,
aprendendo com Caetanos / João Gilbertos (e afins),
- já que sou irremediavelmente como eles -
"A SER DESAFINADA"
e (en) cantos espantando meus males...
Aí está minha orquestra em compacto:
o que batuca (em tum-tum, toc-toc, tic-tac...),
as cordas (no pescoço, de cabo de guerra, de amarras...),
as teclas (pianissimamente em computadores, celulares, elevadores...),
os sopros (de vida,em cabelos,folhas d outono,suspiros,movimentos...)
E assim sinfona minha vida... em melodias e melonoites,
aprendendo com Caetanos / João Gilbertos (e afins),
- já que sou irremediavelmente como eles -
"A SER DESAFINADA"
e (en) cantos espantando meus males...
12.4.10
para o alto e avante...
tempos atrás falei do meu medo,
não de perder meu chão, mas de perder meu céu...
e é sempre o que me angustia
quando passo por mudanças drásticas:
me apego aos sonhos
e eles passam a fazer parte de mim de verdade,
então abandoná-los é um pouco ter que me redescobrir, reconstruir...
hoje falando com meu pai e em pendências, atrasos e afins,
estava declarando certa vontade de correr atrás de prejuízos,
ao que ele me alertou: melhor correr atrás dos lucros!
então, eis o que farei: buscar meus lucros e encontrar meus céus!
(só falta minha capa mágica de mulher maravilha!)
não de perder meu chão, mas de perder meu céu...
e é sempre o que me angustia
quando passo por mudanças drásticas:
me apego aos sonhos
e eles passam a fazer parte de mim de verdade,
então abandoná-los é um pouco ter que me redescobrir, reconstruir...
hoje falando com meu pai e em pendências, atrasos e afins,
estava declarando certa vontade de correr atrás de prejuízos,
ao que ele me alertou: melhor correr atrás dos lucros!
então, eis o que farei: buscar meus lucros e encontrar meus céus!
(só falta minha capa mágica de mulher maravilha!)
1.4.10
31.3.10
ninho de mafagafos
Viver em outra língua tem uma intensidade à parte...
O ouvir e falar tomam tanto da cabeça que sobra menos espaço pra divagar...
Exigem uma concentração constante, ou então, quando já cansada ou saudosa de divagações, simplesmente me desconecto e o espanhol logo já se torna um russo...
Pensei que o fluir em uma língua hermana fosse mais fácil,
mas talvez por inabilidade minha ou talvez pelo processo envolver coisas mais além,
às vezes me pego em rudimentarismos de mímica...
mas tudo ao seu tempo...
e tb, no final, quem tem boca chega aqui!
29.3.10
25.3.10
Fallas - el carnaval valenciano
por Tom Jobim
(traducción en los conmentários)
"Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira
(de cinzas - cenizas)
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noit
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noit
ePassando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade sim


Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade sim


24.3.10
23.3.10
tpm outra vez
TPM pra mim já se tornou uma palavra habitual
ouço justificativas femininas, brincadeiras masculinas
já faz parte do nosso universo cotidiano abertamente...
De repente me confronto com a anormalidade
que ainda tem esse estado pré menstrual da mulher
em outras culturas... nem europeus, nem latinoamericanos...
para todos uma certa estranheza...
Talvez seja estranho mesmo, talvez pareça muito íntimo,
mas o que fazer se me sinto exteriorizando a minha?
se acabo não podendo controlar mau humores, fragilidades,
sentimentos e sensações à flor da pele desses dias?
Posso não verbalizá-la, mas não tenho como contê-la,
ela me domina e me coloca do avesso,
não contenho o que vem a fora
e muitas vezes nem é o que está dentro,
lados obscuros que fazem parte de mim
mas muitas vezes não são o essencial...
tenho a sensação do meu corpo em movimento nesses dias
com uma ansiedade de quem não pode deixar de balançar o pé
de quem não pode controlar um falar mais alto
de quem derrama mais lágrimas do que as necessárias...
me sinto feminina, mulher e ao mesmo tempo meio bruxa, feiticeira...
meu corpo fazendo poções com meus hormônios,
pós de sapo e de pirlimpimpim...
SUPERCALIFRAGILISTICE EXPEALIDOCIOUS!
7.3.10
Crônica de uma Vida de Mulher
Acabo de ler esse livro de Arthur Schnitzler.
Parece simples, parece apenas uma crônica, um relato, mas em mim ecoa muito mais...
Uma jovem no início do século passado sentindo tantos sentimentos intensos, tantos sonhos, ansiedades, angústias que não se sujeitava a condutas de postura, a gestos e costumes e morais... Ela queria se desprender de casamentos, maternidades convencionais, bons comportamentos, passeios, jantares... Para ir de encontro ao que estava dentro dela de mais profundo...
A questão é que ela não sabia o que era...
E se sentia incapaz de procurar em uma sociedade tão preconceituosa com sua condição.
Quase cem anos depois, as condições mudaram, mas a abertura em que me sinto como mulher nem sempre ilumina meu caminho...
Liberdade demais também oprime e machuca...
E nem sempre a liberdade é plena...
Vivemos em sociedade e nossa liberdade, nossos desejos, nossos sonhos sempre esbarram com os outros... E há muitos outros ao lado...
Personagens que me tocam sempre acabam me tocando a mim mesma... Suas histórias me preenchem e me encantam e depois sigo em busca de mim...
Ainda tocada com Crônica de uma vida de mulher, dialoguei um pouco com meus fantasmas pessoais... Hesitando em enfrentar meus personagens que me esperam... Ainda vi um par de episódios de Anos Incríveis... Lembrando meus velhos tempos... Meus novos tempos... Meus tempos eternos...
De quem se emociona com personagens alheios, que faz deles um pouco de si e que deve fazer de si um pouco personagem em roteiros a seguir...
Inspirar, expirar e enfrentar ultramares que há pela frente...
6.3.10
26.2.10
o que o skype ñ pode...
de repente me dei conta da falta que me faz um cafuné...
acho que nunca fiquei tanto tempo sem...
tão preenchida de palavras, sentimentos, novidades (reais e virtuais)
ñ tinha pensado nisso ainda...
mas hj me dei com uma carência...
acho que nunca fiquei tanto tempo sem...
tão preenchida de palavras, sentimentos, novidades (reais e virtuais)
ñ tinha pensado nisso ainda...
mas hj me dei com uma carência...
19.2.10
relatividade de tempo e espaço
acordei tal hora... que onde tá meu pensamento não era...
quero me conectar mesmo â distância...
me deu incômodo com o fim do horário de verão...
(que sinto tão invernal daqui)
como uma hora parecerá léguas e milhas e horas luz...
horas trevas: na treva do acordar e ainda estarem em silêncio,
na treva do dia aqui se acabar e eu ainda querer aproveitar tudo que falta dele com vcs...
queria estar mais perto...
mas é muito importante estar aqui...
estações tempo, tempo espaço
e na verdade existirem ainda tantas outras dimensões...
18.2.10
a 7a arte da vida
Parece que ontem pela primeira vez veio o sofrimento com a separação.
Até agora era o sofrimento com as dúvidas, as incertezas, os questionamentos, a possibilidade de não ser.
Agora é a impossibilidade, é a dor do acabou.
Em nossa história fiz um roteiro, um romance com final feliz. Algumas cenas foram filmadas junto. Começamos a tentar montar o que fomos e o que seríamos, faltava tanto, a narrativa não se sustentava, chegamos ˙a ponta preta...
Uma roteirista e um montador:
uma história cinematográfica.
"Era uma vez, tudo seria, vieram os conflitos, jump cuts, fade outs, pontos de virada nos esmagaram."
fim.
11.2.10
de volta à carteira
fazia tempo que não tinha aulas tão filosóficas...
filosofar sobre a comunicação, a linguagem,
gregos, antigos, modernos, pós-modernos...filosofias, literaturas, teatros, cinemas...psiques... mtas psiques...a arte de se expressar, de escrever...
reencontro com toda a minha sede de saber,
com minha ansiedade de me alimentar de tudo e de todos:mergulhos em macros e micros cosmos...
katarsis de uma aula que de repente se encerra com
"Freud aprendeu a curar com a palavra"e meu diálogo com isso... em minhas buscas artísticas
ou em meus desabafos intimistas...
4.2.10
Mi año nuevo
Quando cheguei, ou mesmo ao me preparar pra cruzar o oceano,
de repente me vi tomada de uma tranquilidade,
que ñ tive nem quando no aeroporto
para só duas semanas de Europa (há dois anos).
Dessa vez ñ, coraçao de repente acalmou
(sem qq sinal de banzo) e deu espaço pro cérebro:
concentrar energia pra pensar no master,
nas locomoçoes, na comunicaçao, na instalaçao
pra pelo menos os próximos quatro meses em Valencia, etc.
E por tantas horas e dias a vida aqui esta sendo assim,
concentrada e sem dor, apenas o stress de tantas decisoes,
o mejor, tantas decisiones
(¡lo que lo hace mucho más intenso!).
Mas claro: o corazón também baila flamenco
e na menor brecha já dá sinais de mantequilla.
Mas até aqui estamos bem e inteiros,
y que así sea...
de repente me vi tomada de uma tranquilidade,
que ñ tive nem quando no aeroporto
para só duas semanas de Europa (há dois anos).
Dessa vez ñ, coraçao de repente acalmou
(sem qq sinal de banzo) e deu espaço pro cérebro:
concentrar energia pra pensar no master,
nas locomoçoes, na comunicaçao, na instalaçao
pra pelo menos os próximos quatro meses em Valencia, etc.
E por tantas horas e dias a vida aqui esta sendo assim,
concentrada e sem dor, apenas o stress de tantas decisoes,
o mejor, tantas decisiones
(¡lo que lo hace mucho más intenso!).
Mas claro: o corazón também baila flamenco
e na menor brecha já dá sinais de mantequilla.
Mas até aqui estamos bem e inteiros,
y que así sea...
3.2.10
de volta às origens...
"Mirante" é tudo q estou: de um alto vejo ao longe,
tao longe... Saudades...
Já no chao tantas visitas: praticidade de organizar a vida a médio prazo,
exercer outra lingua, conhecer costumes, mirar paisagens...
E mir-antes pois sei q logo já será mirada ao que já foi...
Por isso nesse tempo de tantas expectativas,
vou esperar que elas virem o dia-a-dia e aí sim:
"caro diário mirante"
(se acaso for interessar a alguém...
e que se sim, me escrevam, plis... acá ou acolá...)
tao longe... Saudades...
Já no chao tantas visitas: praticidade de organizar a vida a médio prazo,
exercer outra lingua, conhecer costumes, mirar paisagens...
E mir-antes pois sei q logo já será mirada ao que já foi...
Por isso nesse tempo de tantas expectativas,
vou esperar que elas virem o dia-a-dia e aí sim:
"caro diário mirante"
(se acaso for interessar a alguém...
e que se sim, me escrevam, plis... acá ou acolá...)
31.1.10
fica o ñ dito pelo dito
Que de tanto que vivi,
que de tanto que rodei,
viraram lacunas aqui,
um silêncio cheio de palavras,
pq sem dizer ñ encerrei o que ñ teria dito.
Agora já ñ recapitulo,
pra ñ ser fria com o que tao vulcânico.
Melhor que cada lava respingue
em cada novo presente que apareça
(a seu tempo)
...
que de tanto que rodei,
viraram lacunas aqui,
um silêncio cheio de palavras,
pq sem dizer ñ encerrei o que ñ teria dito.
Agora já ñ recapitulo,
pra ñ ser fria com o que tao vulcânico.
Melhor que cada lava respingue
em cada novo presente que apareça
(a seu tempo)
...
2.12.09
ahhhh...
de repente percebi que pra tentar fazer tudo
tinha esquecido de respirar...
hj respirei...
enchi o pulmão, depois de quebra ainda suspirei...
como é bom!
tinha esquecido de respirar...
hj respirei...
enchi o pulmão, depois de quebra ainda suspirei...
como é bom!
22.11.09
***astralizados ***
curioso q por aqui o inferno astral passou praticamente em branco...
já na vida...
explosão de cores...
aquarelas a la o "Grito"...
ou apenas traços desconexos e intensos a la "Guernica"...
O que importa é não se perder da arte da vida, não?
29.10.09
lição de casa master
primeira "tarea" lista!
lista imensa...
imensidão que vem a seguir...
sigo em frente...
frente às tarefas do dia a dia...
ticando uma a uma
tenho chegado em algumas somas...
mas claro que dois mais dois nessa vida...
24.10.09
12.10.09
inadiável
tardia
em mim
carne viva dia
a flor da pele vi ar dia
em prestações
postumores
malignas sensações
magnólias brotando -me-queres
(mal bem me quer, já nem... que bem)
acredito que em benignas chagas
rego com lágrimas, suor, sangue:
despetadalada florescendo...
falta o sol... cloro-fila-próximo!
Dia muda chegará!...
em mim
carne viva dia
a flor da pele vi ar dia
em prestações
postumores
malignas sensações
magnólias brotando -me-queres
(mal bem me quer, já nem... que bem)
acredito que em benignas chagas
rego com lágrimas, suor, sangue:
despetadalada florescendo...
falta o sol... cloro-fila-próximo!
Dia muda chegará!...
5.10.09
será o benedito?
veredito:
já que não consigo ser
me torno dependente
de irresponsabilidades alheias
que loucura, não?!
já que não consigo ser
me torno dependente
de irresponsabilidades alheias
que loucura, não?!
27.9.09
cada vez mais perto...
do mais longe...
ontem fiquei com medo de ficar com medo...
até agora apesar das fraquezas,
sinto a força do querer toda essa mudança...
ontem fiquei com medo de ficar com medo...
até agora apesar das fraquezas,
sinto a força do querer toda essa mudança...
13.9.09
31.8.09
mirante mirando
tenho andado tão confusa...
tantas mudanças:
mudar de casa, de país, de amigos, de vida, de sonhos, de estrutura, de rotina...
tá demais...
hj, por exemplo, até com dor de cabeça!
acredito em tudo q estou fazendo, mas inevitável ficar me questionando a cada segundo...
por um lado fortalecem as respostas,
por outro...
carcaça em frangalhos
tantas mudanças:
mudar de casa, de país, de amigos, de vida, de sonhos, de estrutura, de rotina...
tá demais...
hj, por exemplo, até com dor de cabeça!
acredito em tudo q estou fazendo, mas inevitável ficar me questionando a cada segundo...
por um lado fortalecem as respostas,
por outro...
carcaça em frangalhos
10.8.09
seguramente
Acho que pra mim muito pior do que enfrentar negativas, decepções, tristezas
é a indecisão, a incerteza do que virá pela frente e terei que enfrentar...
Posso ter que encarar rompimentos, despedidas, mas preciso saber que terei que me preparar...
Tenho força, mas eu que devo controlar o cronograma dela...
Assim principalmente em gdes mudanças como a que está sendo preparada...
Mas para a qual está começando a se desenhar uma grande felicidade de um sonho conjunto...
Os sonhos são tão maiores sonhados a dois, né?
(ou a qtos for possível!)
é a indecisão, a incerteza do que virá pela frente e terei que enfrentar...
Posso ter que encarar rompimentos, despedidas, mas preciso saber que terei que me preparar...
Tenho força, mas eu que devo controlar o cronograma dela...
Assim principalmente em gdes mudanças como a que está sendo preparada...
Mas para a qual está começando a se desenhar uma grande felicidade de um sonho conjunto...
Os sonhos são tão maiores sonhados a dois, né?
(ou a qtos for possível!)
5.8.09
180 celsius!!!
Vida girando a 180 graus,
comecei a querer cuidar de tudo imediatamente
e junto veio o pânico!
Mudei radical: comecei a ver uma coisa por vez.
Está indo, espero que dê conta de tudo
e que o tempo não me traia passando
mais rápido do que deve...
Fiquei mais tranqüila...
Mas não é fácil, é um cuidado constante
para não amolecer e as coisas se enrolarem,
ou para não ficar ansiosa e temerosa...
estou animada, mas bem cansada já...
!la verdade es que estoy agotada,
comecei a querer cuidar de tudo imediatamente
e junto veio o pânico!
Mudei radical: comecei a ver uma coisa por vez.
Está indo, espero que dê conta de tudo
e que o tempo não me traia passando
mais rápido do que deve...
Fiquei mais tranqüila...
Mas não é fácil, é um cuidado constante
para não amolecer e as coisas se enrolarem,
ou para não ficar ansiosa e temerosa...
estou animada, mas bem cansada já...
!la verdade es que estoy agotada,
español por todos los lados
y todavia no esta suficente!
8.7.09
gdes planos que dão certo
com a notícia um amigo então me falou:
"tá fazendo a dancinha da vitória?"
e ñ estava... e fiquei pensando...
acho que qdo minhas tentativas acontecem
fico mais é ansiosa, fazendo novos planos, especulando...
foi assim com a fuvest, foi assim qdo decidi casar,
e está sendo agora com o projeto de mestrado na espanha...
em cerca de 48 horas da notícia, 90% do tempo pensei nas questões práticas,
e com empolgação, mta!
até hj pensar de maneira prática na distância em que me colocarei de tantas coisas
(em coisas, leia-se: pessoas!)
sempre fui mto apegada a tudo e nunca abri mão de nada,
mas acho que especulei tanto essa viagem que não estou tão triste...
pelo menos não ainda...
mas vai ser estranho...
mas aventuras são necessárias
e me sinto pronta pra essa!!!
españa, aí me vou!!!
"tá fazendo a dancinha da vitória?"
e ñ estava... e fiquei pensando...
acho que qdo minhas tentativas acontecem
fico mais é ansiosa, fazendo novos planos, especulando...
foi assim com a fuvest, foi assim qdo decidi casar,
e está sendo agora com o projeto de mestrado na espanha...
em cerca de 48 horas da notícia, 90% do tempo pensei nas questões práticas,
e com empolgação, mta!
até hj pensar de maneira prática na distância em que me colocarei de tantas coisas
(em coisas, leia-se: pessoas!)
sempre fui mto apegada a tudo e nunca abri mão de nada,
mas acho que especulei tanto essa viagem que não estou tão triste...
pelo menos não ainda...
mas vai ser estranho...
mas aventuras são necessárias
e me sinto pronta pra essa!!!
españa, aí me vou!!!
1.7.09
reflexões a partir de cílios, fitinhas do bonfim, gênios da lâmpada, estrelas cadentes e afins
Para mim o amor é o mais importante na vida.
Sendo assim, diante de cílios caídos pude ir elaborando pedidos ao longo dos anos:
- QUERO VIVER UM AMOR
E vivi, aos 18 finalmente o primeiro amor: dois anos maravilhosos ao lado dele, mas foram precocemente interrompidos e me fizeram viver dois anos de sofrimento não correspondidos (dele e de outros por quem tentei me apaixonar nesse período) e me levaram ao próximo desejo:
- QUERO AMAR ALGUÉM QUE ME AME
E amei e fui amada. Perfeita sintonia. Mas por circunstâncias ele não permitiu que o amor pudesse viver e crescer livremente. Sofri, mas abri mão da relação pra tentar:
- UM RELACIONAMENTO DE AMOR RECÍPROCO E LIVRE
Vivo. (e até somei outro sonho a esse desejo: ter minha própria casa - casei!)
E agora o novo desafio que venho sentindo (e tentado construir com meu terceiro amor): QUERO AMAR E SONHAR COM ESSE AMOR
Percebi que amor pra mim tem que ser pleno, tem que ter lugar em todos os tempos e espaços: lembranças fortalecendo o passado, ser no dia-a-dia enriquecendo o presente e preencher sonhos de um futuro... Um amor não se basta só com o agora, ele tem que ter forças para se sustentar num futuro, naquilo que quero pro amanhã...
Pois pra mim, amor tem que ser pra sempre! (ao menos enquanto dure)
Pode ser, fada-madrinha?
23.6.09
quem sabe faz a hora
de repente a vida estagna...
busco caminhos, mas não há portas...
para não perder o rumo, refaço a rota!
talvez contornando a trilha por fora eu tb chegue...
quiçá mais longe!!!
busco caminhos, mas não há portas...
para não perder o rumo, refaço a rota!
talvez contornando a trilha por fora eu tb chegue...
quiçá mais longe!!!
26.5.09
não há vagas!
qdo hobbie vira trabalho
ele deixa de ser hobbie...
parece óbvio, mas recentemente,
trabalhando com texto o tempo todo,
parei de escrever nas horas vagas...
vagas?
divagando...
vagarosa
vã...
vá!
ele deixa de ser hobbie...
parece óbvio, mas recentemente,
trabalhando com texto o tempo todo,
parei de escrever nas horas vagas...
vagas?
divagando...
vagarosa
vã...
vá!
8.5.09
6.5.09
esta são
me sinto de acordo:
outonal...
acordo morninha
me abro com sol
às vezes arrepios
ventinhos que abalam
frio que encolhe
noites que recolhem
até o amanhã...
outonal...
acordo morninha
me abro com sol
às vezes arrepios
ventinhos que abalam
frio que encolhe
noites que recolhem
até o amanhã...
26.4.09
tempos e espaços
Dividida entre o presente e o pressente...
acreditar e me focar no dia-a-dia
ou buscar um amanhã melhor...
um excluirá o outro?
acreditar e me focar no dia-a-dia
ou buscar um amanhã melhor...
um excluirá o outro?
14.4.09
Estou entre...
entreatos, entremeios, entrevistas, entretas,
entretida, entrelaçada, entrecortada,
entre, adentre, em
entretantos...
entretida, entrelaçada, entrecortada,
entre, adentre, em
entretantos...
10.4.09
8.4.09
a deusa no velho
Me sentindo revigorada com toda tensão e agito...
viva o ano novo!!!
(2009 com 4 meses de atraso!)
viva o ano novo!!!
(2009 com 4 meses de atraso!)
30.3.09
25.3.09
22.3.09
o que será que será
um pouco anestesiada esses dias...
certa calma que me acalma e intriga...
será uma apatia?
será um sinal de descaso e desistência de certas coisas?
certa calma que me acalma e intriga...
será uma apatia?
será um sinal de descaso e desistência de certas coisas?
18.3.09
andar com fé...
a sensação de refém é aflitiva
pois é uma certa circunstância de impotência...
quando buscamos e não encontramos,
quando falamos e não somos ouvidos,
ou mesmo quando esperamos (algo extremamente passivo)
e aquilo não vem...
claro que não sou tão derrotista de achar que está tudo errado,
mas certos erros às vezes ecoam mais que os acertos...
mas os acertos hão de reverberar, não?
pois é uma certa circunstância de impotência...
quando buscamos e não encontramos,
quando falamos e não somos ouvidos,
ou mesmo quando esperamos (algo extremamente passivo)
e aquilo não vem...
claro que não sou tão derrotista de achar que está tudo errado,
mas certos erros às vezes ecoam mais que os acertos...
mas os acertos hão de reverberar, não?
16.3.09
7.3.09
28.2.09
josécices...
impressionante como certas coisas são marcantes...
de repente sua dor é tão legítima
e vc a faz tão verdadeira e universal
q ela ecoa o tempo todo por todos e todas:
como drummond:
"no meio do caminho tinha uma pedra"
mas pra mim, nada pior que:
"e agora, josé?"
tão niilista
(depois de temporada no rj/rj, dois "i" faz tão mais sentido...
ao menos auditivo aos meus ouvidosh... hehe)
"socorro ñ estou sentindo nada" -
embora hj ouvindo isso percebi q ñ me identifico...
(em geral, ñ me aniquilo,
me entristeço, emputeço, agonizo, mas ñ prostro...)
*
o caso é que:
"a festa acabou.
e agora?"
*
no aguardo de respostas mais concretas...
afinal, em itabira tem mtas pedras, ñ?
(concreto, paralelepípedos...)
*
ñ sou ambiciosa, ñ precisam ser preciosas - hehe
*
mas:
"mudaram as estações,
nada mudou" - ainda
e hj pensei...
tenho um roteiro que seria o eco desse hino...
será que já não ecoa mais em nenhum canto?
(legião urbana certamente ñ há mais,
mas alguma dissidência urbana ainda?)
afinal, a música ñ é tudo isso
e quem viveu a fase, em geral, já superou;
e quem viveria no discurso, já ñ tem estímulos...
afinal... está morto...
"parece cocaína, mas..."
triste, mas...
ñ é pessimista... é realista!!!
(ps: minha sogra - psicóloga - andou pesquisando que
há um gene do pessimismo...
será que sou picada por ele?!?!?!
me identifico mais com realismo...
ou...?!?)
;)
beijinhos e serpentinas ***
de repente sua dor é tão legítima
e vc a faz tão verdadeira e universal
q ela ecoa o tempo todo por todos e todas:
como drummond:
"no meio do caminho tinha uma pedra"
mas pra mim, nada pior que:
"e agora, josé?"
tão niilista
(depois de temporada no rj/rj, dois "i" faz tão mais sentido...
ao menos auditivo aos meus ouvidosh... hehe)
"socorro ñ estou sentindo nada" -
embora hj ouvindo isso percebi q ñ me identifico...
(em geral, ñ me aniquilo,
me entristeço, emputeço, agonizo, mas ñ prostro...)
*
o caso é que:
"a festa acabou.
e agora?"
*
no aguardo de respostas mais concretas...
afinal, em itabira tem mtas pedras, ñ?
(concreto, paralelepípedos...)
*
ñ sou ambiciosa, ñ precisam ser preciosas - hehe
*
mas:
"mudaram as estações,
nada mudou" - ainda
e hj pensei...
tenho um roteiro que seria o eco desse hino...
será que já não ecoa mais em nenhum canto?
(legião urbana certamente ñ há mais,
mas alguma dissidência urbana ainda?)
afinal, a música ñ é tudo isso
e quem viveu a fase, em geral, já superou;
e quem viveria no discurso, já ñ tem estímulos...
afinal... está morto...
"parece cocaína, mas..."
triste, mas...
ñ é pessimista... é realista!!!
(ps: minha sogra - psicóloga - andou pesquisando que
há um gene do pessimismo...
será que sou picada por ele?!?!?!
me identifico mais com realismo...
ou...?!?)
;)
beijinhos e serpentinas ***
25.2.09
o ovo ou a galinha?
De repente algo me incomoda
não estou bem
tédio? mau humor? tristeza?
e eis que o estado negativo
me desperta reflexões pra baixo
e daí me vêm questões e questões
e fico pensando:
as "questões" eram os motivos da minha tristeza
que foram vindo à tona e se clareando pra mim
ou eu estar pra baixo atrai pensamentos ruins
e fiquei listando coisas pra virarem pretexto
pra minha tristeza e são o famoso
"tempestade em copo d'água"?
me lembro de já ter ouvido de uma amiga biomédica
que muitas vezes é um estado de debilitação física
que provoca depressão...
mesma coisa: uma anemia provoca desânimo
e isso gera tristeza e os fatores emocionais se tornam
como que resultado disso...
curiosidade: acho que nunca pensaríamos nisso
em relação às coisas boas, né?
hehe
então skindô!!!
não estou bem
tédio? mau humor? tristeza?
e eis que o estado negativo
me desperta reflexões pra baixo
e daí me vêm questões e questões
e fico pensando:
as "questões" eram os motivos da minha tristeza
que foram vindo à tona e se clareando pra mim
ou eu estar pra baixo atrai pensamentos ruins
e fiquei listando coisas pra virarem pretexto
pra minha tristeza e são o famoso
"tempestade em copo d'água"?
me lembro de já ter ouvido de uma amiga biomédica
que muitas vezes é um estado de debilitação física
que provoca depressão...
mesma coisa: uma anemia provoca desânimo
e isso gera tristeza e os fatores emocionais se tornam
como que resultado disso...
curiosidade: acho que nunca pensaríamos nisso
em relação às coisas boas, né?
hehe
então skindô!!!
13.2.09
4.2.09
meu segundo blog
Blog tb serve como uma espécie de memória, de diário...
Então esse ano resolvi aproveitar experiências culturais
pra pensar na vida...
Afinal, isso é o mais legal da arte, né?
Mas como uma pessoa que trabalha com arte,
acabei aproveitando essas experiências
mais pra falar de arte do que na vida...
Achei que tava descaracterizando meu mirante
que sempre foi mais intimista, mais desabafos...
Resolvi criar outro blog pro lado mais racional...
E esse aqui, que siga como sempre foi...
Pq continuo sendo uma pessoa que gosta de tentar entender
as tortuosidades dos humanos...
;)
Então esse ano resolvi aproveitar experiências culturais
pra pensar na vida...
Afinal, isso é o mais legal da arte, né?
Mas como uma pessoa que trabalha com arte,
acabei aproveitando essas experiências
mais pra falar de arte do que na vida...
Achei que tava descaracterizando meu mirante
que sempre foi mais intimista, mais desabafos...
Resolvi criar outro blog pro lado mais racional...
E esse aqui, que siga como sempre foi...
Pq continuo sendo uma pessoa que gosta de tentar entender
as tortuosidades dos humanos...
;)
6.1.09
1.1.09
27.12.08
2008 minguante por 2009 nova!
de repente a gente grande
o mundo encolhe a gente engole
estou moída em tranhas tramas estranhas
ontem e amanhã tem sonhos
ontem e amanhã sou jovem
ontem e amanhã com força
hoje tem goiabada
hoje tem labirinto
hoje acrobacias
hoje na corda bamba
hoje palhaçadas
hoje tá pegando fogo
ontem e amanhã isso era risada
isso eram rajadas
soltavam rojões
era música para os ouvidos
olhos brilhando e bochechas com pipoca
hoje pipocam contas
estouram somas
lavro na seca
planto no duro
ajoelho no milho
estou frita
ontem e amanhã terá colheita
terá fartura
terá sucesso
terá conquistas
terá de tudo
reconhecimento
hoje cimento buscas
pedras no caminho
bolhas no pé
passo a passo
pé-ante-pé
hoje pés no chão
ontem e amanhã eu pulo
eu salto
eu solta
eu livre
eu vôo
eu plaino
hoje planos
metas
trabalho
avaliações
balanços
insegurança
ontem e amanhã nem medo nem cedo
ontem e amanhã nem tarde nem tardo
ontem e amanhã nem bem, nem mal, no ponto!
hoje tenho o passado e o futuro também
hoje tenho saudade e esperança além
e de repente eu uma muda
no mundo mudando mundana
de rapante calada crescendo:
aos troncos, aos trancos, raízes, rasantes
de rompante aos poucos brotando:
pétalas, cores, perfumes, performas
preenchendo as folhas em branco...
o mundo encolhe a gente engole
estou moída em tranhas tramas estranhas
ontem e amanhã tem sonhos
ontem e amanhã sou jovem
ontem e amanhã com força
hoje tem goiabada
hoje tem labirinto
hoje acrobacias
hoje na corda bamba
hoje palhaçadas
hoje tá pegando fogo
ontem e amanhã isso era risada
isso eram rajadas
soltavam rojões
era música para os ouvidos
olhos brilhando e bochechas com pipoca
hoje pipocam contas
estouram somas
lavro na seca
planto no duro
ajoelho no milho
estou frita
ontem e amanhã terá colheita
terá fartura
terá sucesso
terá conquistas
terá de tudo
reconhecimento
hoje cimento buscas
pedras no caminho
bolhas no pé
passo a passo
pé-ante-pé
hoje pés no chão
ontem e amanhã eu pulo
eu salto
eu solta
eu livre
eu vôo
eu plaino
hoje planos
metas
trabalho
avaliações
balanços
insegurança
ontem e amanhã nem medo nem cedo
ontem e amanhã nem tarde nem tardo
ontem e amanhã nem bem, nem mal, no ponto!
hoje tenho o passado e o futuro também
hoje tenho saudade e esperança além
e de repente eu uma muda
no mundo mudando mundana
de rapante calada crescendo:
aos troncos, aos trancos, raízes, rasantes
de rompante aos poucos brotando:
pétalas, cores, perfumes, performas
preenchendo as folhas em branco...
19.12.08
uma releitura
Alice espelhada
Alice espalhada
em seus limites
labirintos singulares
longas e lânguidas linhas
descoladas
palavras, lacunas
letras ilhadas
ligadas em livro
em livre
Alice livrada
Alice lavrada
se olha em relance
de soslaio
olhos dissimulados
e oblíquidos
desliza uma lágrima
cristalina e caudalosa
soluça volúpia
lembranças, prelúdios
Alice selada
Alice calada
melódicas líricas
ao longe, dali, do lado de lá
lamurioso violino
lobo pra lua
latido estrelado
em clave de sol
mergulhado
em límpido e borbulhante lago
Alice lavada
Alice levada
em luvas de um lorde
chapeleiro louco
deslumbra-se em seus olhos azulados
hálito de hortelã
falando veludo
celebram à luz do lume
licor de laranja
avermelhando seus lábios
Alice colores,
Alice calores
embaralhada
uma língua em seu lóbulo
tal qual lebre falante
lépida, ligeira e veloz
lasciva elegia
alude, colide
saliva malícia
libidinagem felina
Alice laçada
Alice em laços
desembrulhada:
luvas, colares, maquilagens
cinta-liga, lingerie
linhos, linhas, listras, lisas
encaracolados loiros
malhada, molhada
malemolente
descabelada
Alice compelida
Alice com pelada
em pelos pelando latente
balanço lancinante
filhote que adolesce
indelevel
se despetalando
lagarta, borboleta
gargalhada
relâmpago
Alice reluz
Alice feliz
lúcida, alerta
lúdica, liberta
espelhada real
lua láctea
celestial
louça de porcelana
palácio de cristal
anel de brilhantes
Alice lascas
Alice lascada
se levanta
recolhida em seus pêlos
acolhida em sua pele
colheita de lilases
desfolhada afinal
livre do livro
alheia semelhança
Alice melhor, Alice mulher, Alice maravilhada!
Alice espalhada
em seus limites
labirintos singulares
longas e lânguidas linhas
descoladas
palavras, lacunas
letras ilhadas
ligadas em livro
em livre
Alice livrada
Alice lavrada
se olha em relance
de soslaio
olhos dissimulados
e oblíquidos
desliza uma lágrima
cristalina e caudalosa
soluça volúpia
lembranças, prelúdios
Alice selada
Alice calada
melódicas líricas
ao longe, dali, do lado de lá
lamurioso violino
lobo pra lua
latido estrelado
em clave de sol
mergulhado
em límpido e borbulhante lago
Alice lavada
Alice levada
em luvas de um lorde
chapeleiro louco
deslumbra-se em seus olhos azulados
hálito de hortelã
falando veludo
celebram à luz do lume
licor de laranja
avermelhando seus lábios
Alice colores,
Alice calores
embaralhada
uma língua em seu lóbulo
tal qual lebre falante
lépida, ligeira e veloz
lasciva elegia
alude, colide
saliva malícia
libidinagem felina
Alice laçada
Alice em laços
desembrulhada:
luvas, colares, maquilagens
cinta-liga, lingerie
linhos, linhas, listras, lisas
encaracolados loiros
malhada, molhada
malemolente
descabelada
Alice compelida
Alice com pelada
em pelos pelando latente
balanço lancinante
filhote que adolesce
indelevel
se despetalando
lagarta, borboleta
gargalhada
relâmpago
Alice reluz
Alice feliz
lúcida, alerta
lúdica, liberta
espelhada real
lua láctea
celestial
louça de porcelana
palácio de cristal
anel de brilhantes
Alice lascas
Alice lascada
se levanta
recolhida em seus pêlos
acolhida em sua pele
colheita de lilases
desfolhada afinal
livre do livro
alheia semelhança
Alice melhor, Alice mulher, Alice maravilhada!
15.12.08
14.12.08
eu X mim mesma
defeitos e qualidades andam juntos, ñ?
me perguntarem o de pior e o de melhor de mim
terão as mesmas respostas!
minha persistência vira teimosia,
minha crítica vira construtiva,
minha franqueza, franco atiradora...
e assim, eu aqui, me torturando em buscar ser flexível,
tentando ser uma pessoa que deixa passar,
que não vai se apegar a pequenezas,
que vai seguir e ser feliz...
não, não cola!
sou aquela que me atenho às pequenezas,
que vou lembrar pequenas palavras, gestos singelos,
detalhes do passado que me preenchem eternamente
que me enternecem pra sempre!
sou aquela que faz planos e se esforça em construí-los,
que se empenha, que põe energia, que sonha...
e quer isso no dia-a-dia e daí se frustrada,
precisa de conversa, ser curada, ferida soprada...
não tá doendo, mas tá incomodando.
me sinto cinza e fria como o dia...
mas cheia de cores e calores para o amanhã...
me perguntarem o de pior e o de melhor de mim
terão as mesmas respostas!
minha persistência vira teimosia,
minha crítica vira construtiva,
minha franqueza, franco atiradora...
e assim, eu aqui, me torturando em buscar ser flexível,
tentando ser uma pessoa que deixa passar,
que não vai se apegar a pequenezas,
que vai seguir e ser feliz...
não, não cola!
sou aquela que me atenho às pequenezas,
que vou lembrar pequenas palavras, gestos singelos,
detalhes do passado que me preenchem eternamente
que me enternecem pra sempre!
sou aquela que faz planos e se esforça em construí-los,
que se empenha, que põe energia, que sonha...
e quer isso no dia-a-dia e daí se frustrada,
precisa de conversa, ser curada, ferida soprada...
não tá doendo, mas tá incomodando.
me sinto cinza e fria como o dia...
mas cheia de cores e calores para o amanhã...
7.12.08
multiplicidade
Era uma vez um ponto -
nós, esse triângulo em nosso círculo
enlevados ao quadrado
com questões ao pentágono:
reveses agudos
angulosos
verticais
convertidos
extrovertido (ele)
era uma vez em meu centro
curvas
circunferências
perspectivas
infinitas
introspectiva (ela)
reveses relativos
sem norte
meu sul
de leste a oeste
era uma vez essa química
matéria de nossa geografia
o físico dele, a língua dela
flor do lácio
nossa história
indisciplinados
reveses de adultescência
meninices maduras
envelhecendo ingênua
antigas questões
em lembranças, nostalgias
era uma vez olhos azuis
sonhos cor-de-rosa
me deixando branca de medo
bochechas vermelhas
sorriso amarelo
ficando bege
verde de fome
de amor
reveses laranja
- banana, goiaba!
medo do abacaxi
que engole o desejo
do mamão com açúcar
a salada de fruta furta cores
era uma vez azedo
acidez amarga
de doces sonhos
que apimentam a vida
reveses no céu - da boca
áspera
que dura
em macio
de gatos
era uma vez esse escaldo
erupção desaguando
furacão turbilhado
revolto em ondas
em brisas
por novos ventos
aos quatro
reveses tempestivos
temperamentais
temperatura de grau em grau
febre escadante
era uma vez dessa vez
tantas vezes
um, dois, três
cem vezes, cem juras
às vezes você
outra vez...
vez por outro
reveses desvendados
vez em quando
em quanto dure
cada um cada tantos
de quando em quando
vendidos, rendidos
devastados
era uma vez um X da questão
incógnita
equação
desde o 2o grau o dilema
reveses dando coragem
a perda do medo
a-sumindo a dúvida
subtração do problema
é igual
como conta
somando em mim
mais e mais
diferenças
era uma vez e de uma vez por todas
a verdade, a vontade, homenàgem
resultado de cabeça
corpo e alma
decorado
com cores, perfumes, performas
informais, imorais, ímpares
um número, um ato
um espetáculo:
eu dividida em dois
vocês múltiplos de mim
nós, felizes em três
nós, esse triângulo em nosso círculo
enlevados ao quadrado
com questões ao pentágono:
reveses agudos
angulosos
verticais
convertidos
extrovertido (ele)
era uma vez em meu centro
curvas
circunferências
perspectivas
infinitas
introspectiva (ela)
reveses relativos
sem norte
meu sul
de leste a oeste
era uma vez essa química
matéria de nossa geografia
o físico dele, a língua dela
flor do lácio
nossa história
indisciplinados
reveses de adultescência
meninices maduras
envelhecendo ingênua
antigas questões
em lembranças, nostalgias
era uma vez olhos azuis
sonhos cor-de-rosa
me deixando branca de medo
bochechas vermelhas
sorriso amarelo
ficando bege
verde de fome
de amor
reveses laranja
- banana, goiaba!
medo do abacaxi
que engole o desejo
do mamão com açúcar
a salada de fruta furta cores
era uma vez azedo
acidez amarga
de doces sonhos
que apimentam a vida
reveses no céu - da boca
áspera
que dura
em macio
de gatos
era uma vez esse escaldo
erupção desaguando
furacão turbilhado
revolto em ondas
em brisas
por novos ventos
aos quatro
reveses tempestivos
temperamentais
temperatura de grau em grau
febre escadante
era uma vez dessa vez
tantas vezes
um, dois, três
cem vezes, cem juras
às vezes você
outra vez...
vez por outro
reveses desvendados
vez em quando
em quanto dure
cada um cada tantos
de quando em quando
vendidos, rendidos
devastados
era uma vez um X da questão
incógnita
equação
desde o 2o grau o dilema
reveses dando coragem
a perda do medo
a-sumindo a dúvida
subtração do problema
é igual
como conta
somando em mim
mais e mais
diferenças
era uma vez e de uma vez por todas
a verdade, a vontade, homenàgem
resultado de cabeça
corpo e alma
decorado
com cores, perfumes, performas
informais, imorais, ímpares
um número, um ato
um espetáculo:
eu dividida em dois
vocês múltiplos de mim
nós, felizes em três
27.11.08
24.11.08
tic-tac(...)tic-tac(...)
tique-taque
taque-cardia
cardia entope
entope dentro
dentre peitos
peito duro
dura tempo
tempo dilúvio
dilúvio estação
estação trem
trem partida
partida torta
torta pedaço
pedaço doce
d´ocê saudade
saudade distante
diz tanto de vida
devida dúvida
duvida oposto
aposto perdida
perdida transito
trânsito travado
travada drogado
droga do tiro
tiro dardo
dar dor desperta
despertador acordada
a cor dada desbotada
desabotoada paletó
paletó vestido
vestido preto
preto calçada
calçada varrida
varrida doida
doído enterro
desterro luto
luto com torcida
contorcida derrota
de rota pedida
despedida ardor
ar dor intenso
tenso tique
tique-taque
taque-cardia
cardia entope...
taque-cardia
cardia entope
entope dentro
dentre peitos
peito duro
dura tempo
tempo dilúvio
dilúvio estação
estação trem
trem partida
partida torta
torta pedaço
pedaço doce
d´ocê saudade
saudade distante
diz tanto de vida
devida dúvida
duvida oposto
aposto perdida
perdida transito
trânsito travado
travada drogado
droga do tiro
tiro dardo
dar dor desperta
despertador acordada
a cor dada desbotada
desabotoada paletó
paletó vestido
vestido preto
preto calçada
calçada varrida
varrida doida
doído enterro
desterro luto
luto com torcida
contorcida derrota
de rota pedida
despedida ardor
ar dor intenso
tenso tique
tique-taque
taque-cardia
cardia entope...
13.11.08
tempos obscuros
quando o noticiário da TV bate à nossa porta
rola uma tensão...
a crise chegou...
e me deixou em crise...
mas planejei a reação pra semana que vem!!!
("você marcha, José!
José, para onde?" CDA)
rola uma tensão...
a crise chegou...
e me deixou em crise...
mas planejei a reação pra semana que vem!!!
("você marcha, José!
José, para onde?" CDA)
15.10.08
cinderela
carta aguardada
chamada selada
chama embalada
pro baile o chamado
grato agrado
- claro!
dispara:
no alvo flechada
prepara:
peralta, descalça
não pára:
são saltos, são altos, sandálias, sapatos
sem sapos, beijados - reinados
são fadas, são varas, asas e saias
sem vaias, só palmas - espasmos
são alças, são laços, colares e talcos
sem palcos, só pátios - palácios
são capas, são pratas, cambraias, babados
sem atrasos, acabada - asfaltos
eis arrumada carruagem
em aplumadas almofadas
vem aprumada a viagem
ansiedade a voar:
nem paisagem, passagem ou margem
nem praia, nem praça ou mar
nem barca, jangada ou balsa
sem chegada, não acalma, sem lugar
cem jornadas, cem jornais
revistada, declarada, popular:
aos ares a mensagem:
chegada entrada encantada
ao luar iluminada afinal
pra valsa ou salsa, pra flauta ou calda
abraço trufado, olhar chocolate
(tá no) papo melado, barba risada
gargalhada suada
graça engatada
disfarce da guarda
face aguarda
de cara a carne
encara o charme
enlace desface
debaixo da escada
do quarto
chama da vela da chave
clave em destrave
aparte as partes
tatos em etapas
lascas enlaçadas
cacos de cascas
braços amassos
falos afagos
badalo tocado:
- orgasmo.
mastro estiado
rastro estirado
cama ruborizada
alarde
é tarde
no embalo
o abalo badala
balada acabada
embalada chapada
felicidade alada
amálgama
afundado o passado
fendado um pedaço
findado o ginásio
fecundado o colegial
na calma
no escasso alcançado
no passo fintado
no espaço frisado
no sábado sublinhado
na palma
em pausas esparsas
em causa escaldada
fadados compassos
fato consumado
na alma
chamada selada
chama embalada
pro baile o chamado
grato agrado
- claro!
dispara:
no alvo flechada
prepara:
peralta, descalça
não pára:
são saltos, são altos, sandálias, sapatos
sem sapos, beijados - reinados
são fadas, são varas, asas e saias
sem vaias, só palmas - espasmos
são alças, são laços, colares e talcos
sem palcos, só pátios - palácios
são capas, são pratas, cambraias, babados
sem atrasos, acabada - asfaltos
eis arrumada carruagem
em aplumadas almofadas
vem aprumada a viagem
ansiedade a voar:
nem paisagem, passagem ou margem
nem praia, nem praça ou mar
nem barca, jangada ou balsa
sem chegada, não acalma, sem lugar
cem jornadas, cem jornais
revistada, declarada, popular:
aos ares a mensagem:
chegada entrada encantada
ao luar iluminada afinal
pra valsa ou salsa, pra flauta ou calda
abraço trufado, olhar chocolate
(tá no) papo melado, barba risada
gargalhada suada
graça engatada
disfarce da guarda
face aguarda
de cara a carne
encara o charme
enlace desface
debaixo da escada
do quarto
chama da vela da chave
clave em destrave
aparte as partes
tatos em etapas
lascas enlaçadas
cacos de cascas
braços amassos
falos afagos
badalo tocado:
- orgasmo.
mastro estiado
rastro estirado
cama ruborizada
alarde
é tarde
no embalo
o abalo badala
balada acabada
embalada chapada
felicidade alada
amálgama
afundado o passado
fendado um pedaço
findado o ginásio
fecundado o colegial
na calma
no escasso alcançado
no passo fintado
no espaço frisado
no sábado sublinhado
na palma
em pausas esparsas
em causa escaldada
fadados compassos
fato consumado
na alma
14.10.08
neosilogismos gregos
e se corpo são, mente sã
e se mente vazia casa do diabo,
talvez corpo em movimento movimente a mente
e afaste os fantasmas
buuuu!!!
e se mente vazia casa do diabo,
talvez corpo em movimento movimente a mente
e afaste os fantasmas
buuuu!!!
8.10.08
eterno marido
acabo de ler Dostoievski...
buscava com esse título e esse autor
me deparar entre a inteligência e a perspicácia do tal,
e entre o romantismo do chamariz e do meu âmago incorrigível...
de cara curioso,
o que para mim sugeriam sonhos, planos, futuro
(e que imaginei que fossem ser frustrados),
se sobrepos o passado, a imobilidade, a paralisia...
o eterno marido, um viúvo...
romântico preso em uma condição...
talvez eu pensasse que o eterno pudesse ser aquele que vai,
eterno ser o que fica é profundo e faz pensar...
buscava com esse título e esse autor
me deparar entre a inteligência e a perspicácia do tal,
e entre o romantismo do chamariz e do meu âmago incorrigível...
de cara curioso,
o que para mim sugeriam sonhos, planos, futuro
(e que imaginei que fossem ser frustrados),
se sobrepos o passado, a imobilidade, a paralisia...
o eterno marido, um viúvo...
romântico preso em uma condição...
talvez eu pensasse que o eterno pudesse ser aquele que vai,
eterno ser o que fica é profundo e faz pensar...
carta de amor
Penso repenso
corpo da palavra
pó pá
lavro
com as mãos
crio bolhas
balbucio
calo frio
Penso pretenso
numa cartada
rabusco
você
me entrego
te trago
não sorvo
te sirvo
Tenso despenso
minha casca
cacos de
cá com botões
desato o nó na
soluço
insolúvel
um branco
seus ombros
nu alvo
não acho
rasuro
Sento compenso
impressionada
sem expressões
pressiono têmporas
tempo passa
pernas, porque te quero
peito apertado
ar dor em fé
corpo urge
garganta ruge
caneta em punho
quebro a cabeça
despedaço
meu papel
Penso distenso
nas entrelinhas
me fragmento
o que era leve
peso
corpo da palavra
pó pá
lavro
com as mãos
crio bolhas
balbucio
calo frio
Penso pretenso
numa cartada
rabusco
você
me entrego
te trago
não sorvo
te sirvo
Tenso despenso
minha casca
cacos de
cá com botões
desato o nó na
soluço
insolúvel
um branco
seus ombros
nu alvo
não acho
rasuro
Sento compenso
impressionada
sem expressões
pressiono têmporas
tempo passa
pernas, porque te quero
peito apertado
ar dor em fé
corpo urge
garganta ruge
caneta em punho
quebro a cabeça
despedaço
meu papel
Penso distenso
nas entrelinhas
me fragmento
o que era leve
peso
1.10.08
27.9.08
25.9.08
$$$
dinheiro compra sonhos
promove planos
tranqüilidade
felicidade?
não sei se traz,
mas o revés,
o fel já senti:
dinheiro traz infelicidade...
promove planos
tranqüilidade
felicidade?
não sei se traz,
mas o revés,
o fel já senti:
dinheiro traz infelicidade...
4.9.08
ÁGUA
falta de
boca
se cala
cola
longa aspera
aspira-respira
se coar
mais quando
transpira
ansia
frio na
espira
procura
"sim"
"ais"
híbridos
desidros
mão sua
magua
olhos cheios de sau
dade
dor
no meio do meu
ambíguo
andúvida
em meios se parados
longe vejo
em quando contros contras
quantos?
nós:
me tardes
do que
nunca ou
nahora
H
dois "Ohs"
...salívio...
boca
se cala
cola
longa aspera
aspira-respira
se coar
mais quando
transpira
ansia
frio na
espira
procura
"sim"
"ais"
híbridos
desidros
mão sua
magua
olhos cheios de sau
dade
dor
no meio do meu
ambíguo
andúvida
em meios se parados
longe vejo
em quando contros contras
quantos?
nós:
me tardes
do que
nunca ou
nahora
H
dois "Ohs"
...salívio...
12.8.08
coletânea de fragmentos recentes
- sempre achei que a novidade e empolgação
trariam um frescor ao início... (alguém)
- pra mim o primeiro ano foi o mais difícil! (outrém)
- mas não necessariamente (também)
- sei que a falta de intimidade e a dificuldade dos desencontros nos mostraram a fragilidade desse momento e isso sim nos fez cúmplices. Por estarmos envolvidos nisso e assim nos tornamos "nós"
e a partir daí se sente cada vez mais a construção... (bem)
- interminável, diga-se... (amém)
trariam um frescor ao início... (alguém)
- pra mim o primeiro ano foi o mais difícil! (outrém)
- mas não necessariamente (também)
- sei que a falta de intimidade e a dificuldade dos desencontros nos mostraram a fragilidade desse momento e isso sim nos fez cúmplices. Por estarmos envolvidos nisso e assim nos tornamos "nós"
e a partir daí se sente cada vez mais a construção... (bem)
- interminável, diga-se... (amém)
24.7.08
17.7.08
asSociAtivaNdo
novos ventos
maré boa
alto mar
mar astral
boa onda
vida leva
leve eu
in love
como uma luva
(in e transitivo)
trans-ativo
inter
inteira
plena
pluma
ao vento (4) ...
maré boa
alto mar
mar astral
boa onda
vida leva
leve eu
in love
como uma luva
(in e transitivo)
trans-ativo
inter
inteira
plena
pluma
ao vento (4) ...
11.7.08
meu pecado capital
os opostos se contraem
e se embatem
dentro de mim...
minha ansiedade e energia convivem mto mal
com minha preguiça...
mas sou forte
(e que isso ñ dê força a esse meu pecado)
nada como incentivos...
quem sabe esse telefonema de hj...
e se embatem
dentro de mim...
minha ansiedade e energia convivem mto mal
com minha preguiça...
mas sou forte
(e que isso ñ dê força a esse meu pecado)
nada como incentivos...
quem sabe esse telefonema de hj...
7.7.08
27.6.08
24.6.08
con solo floresce
adubo
aridez, acidez, primavera porvir
há horas que drummond ecoa com sua vozinha murmurante,
um vozinho murmurante em acompanhamento de piano...
consolo, consoles, na soleira, na praia ou na paulicéia...
espero os raios de sol que sei que ainda virão essa semana
e me deixarão radiante, r-adiante, ao menos...!
Consolo na Praia
Carlos Drummond de Andrade
Vamos, não chores…A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.
aridez, acidez, primavera porvir
há horas que drummond ecoa com sua vozinha murmurante,
um vozinho murmurante em acompanhamento de piano...
consolo, consoles, na soleira, na praia ou na paulicéia...
espero os raios de sol que sei que ainda virão essa semana
e me deixarão radiante, r-adiante, ao menos...!
Consolo na Praia
Carlos Drummond de Andrade
Vamos, não chores…A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.
21.6.08
18.6.08
28.5.08
27.5.08
reflexão metalingüística
vai fazer três anos que vi Estamira sozinha
numa última sessão de uma noite fria
de um sábado pós aniversário de crianças...
estava me sentindo sozinha,
mas ao mesmo tempo percebi um interlocutor...
(ou precisei buscá-lo)
percebi pessoas ao redor que podem ser tão intensas tb
e que ñ sabem por onde extravasar...
resolvi extravasar aqui...
um blog é algo público.
um blog é algo ao vento.
um blog pode ñ ser nada.
pode ser um diário meu para comigo.
pode ser um sucesso midiático.
ou às vezes pode só encontrar um eco no vizinho...
gosto de escrever as coisas que realmente me importam...
me angustiam...
tiram minhas noites de sono...
afloram minhas lágrimas...
(ou às vezes meus sorrisos...)
gosto de escrever como as coisas me soam:
cheias de ambigüidade e complexidade...
e às vezes escrevo de maneira vaga, de maneira brumática...
e às vezes, raramente, há leitores...
a maioria já ouviu semelhancices de minha boca.
então se sentem em casa de certa forma...
alguns podem ser desconhecidos em busca...
outros, conhecidos me (des-trans)conhecendo...
será?
ontem recebi e-mails em resposta aos meus desabafos...
eram poesias...
cheias de ambigüidade...
houve diálogo com os posts, mas houve tb desencontros...
embate de nuvens no céu...
eteriedades cheias de densidade...
fiquei feliz.
e ao mesmo tempo ansiosa pra sair do virtual...
gosto de racionalizar o ambiguo...
gosto de expor o umbigo...
(ñ por vaidade ou por bigbrothismo,
mas simplesmente pra tentar me entender,
pra ñ me tornar Estamira - fora de tempo e de espaço -
fora de mim, fora dos outros...)
adoro os outros.
ñ sobreviveria sem eles.
o inferno são...
o inferno é são.
estamira!
numa última sessão de uma noite fria
de um sábado pós aniversário de crianças...
estava me sentindo sozinha,
mas ao mesmo tempo percebi um interlocutor...
(ou precisei buscá-lo)
percebi pessoas ao redor que podem ser tão intensas tb
e que ñ sabem por onde extravasar...
resolvi extravasar aqui...
um blog é algo público.
um blog é algo ao vento.
um blog pode ñ ser nada.
pode ser um diário meu para comigo.
pode ser um sucesso midiático.
ou às vezes pode só encontrar um eco no vizinho...
gosto de escrever as coisas que realmente me importam...
me angustiam...
tiram minhas noites de sono...
afloram minhas lágrimas...
(ou às vezes meus sorrisos...)
gosto de escrever como as coisas me soam:
cheias de ambigüidade e complexidade...
e às vezes escrevo de maneira vaga, de maneira brumática...
e às vezes, raramente, há leitores...
a maioria já ouviu semelhancices de minha boca.
então se sentem em casa de certa forma...
alguns podem ser desconhecidos em busca...
outros, conhecidos me (des-trans)conhecendo...
será?
ontem recebi e-mails em resposta aos meus desabafos...
eram poesias...
cheias de ambigüidade...
houve diálogo com os posts, mas houve tb desencontros...
embate de nuvens no céu...
eteriedades cheias de densidade...
fiquei feliz.
e ao mesmo tempo ansiosa pra sair do virtual...
gosto de racionalizar o ambiguo...
gosto de expor o umbigo...
(ñ por vaidade ou por bigbrothismo,
mas simplesmente pra tentar me entender,
pra ñ me tornar Estamira - fora de tempo e de espaço -
fora de mim, fora dos outros...)
adoro os outros.
ñ sobreviveria sem eles.
o inferno são...
o inferno é são.
estamira!
26.5.08
infinito enquanto
pra mim é essencial:
o amor é mais que um presente!
o amor pra mim é infinito, tem que estar em todos os lados,
em todos meus poros, em todos os tempos...
Tenho nostalgias de todos os amores no passado.
mesmo os que ñ foram meus,
mesmo os que ainda vivo,
mesmo os dos outros que até me causam ciúmes (ou por isso).
Tenho ansiedades de todos os amores no futuro.
Já amei sem poder sonhar e constatei o qto isso foi doloroso pra mim...
E agora percebo nitidamente o qto surdinamente eu sonhava...
pois amor é esperança, né?
E a esperança não pode morrer...
Pressenti a possibilidade de amar sem esperanças e não quero...
Me delicio em ser idiotamente romântica:
lembrar o passado, pensar no futuro...
é disso que faço meu presente:
é assim que amarro ele em lacinhos e fitinhas!
ñ tirem isso de mim, o amor me alimenta!
o amor é mais que um presente!
o amor pra mim é infinito, tem que estar em todos os lados,
em todos meus poros, em todos os tempos...
Tenho nostalgias de todos os amores no passado.
mesmo os que ñ foram meus,
mesmo os que ainda vivo,
mesmo os dos outros que até me causam ciúmes (ou por isso).
Tenho ansiedades de todos os amores no futuro.
Já amei sem poder sonhar e constatei o qto isso foi doloroso pra mim...
E agora percebo nitidamente o qto surdinamente eu sonhava...
pois amor é esperança, né?
E a esperança não pode morrer...
Pressenti a possibilidade de amar sem esperanças e não quero...
Me delicio em ser idiotamente romântica:
lembrar o passado, pensar no futuro...
é disso que faço meu presente:
é assim que amarro ele em lacinhos e fitinhas!
ñ tirem isso de mim, o amor me alimenta!
15.5.08
madeixadas
hj chegando no trabalho com banho recém-tomado
tive uma vontade profunda de passar o dia de cabelos molhados.
queria que eles nunca secassem, que não me ressecassem junto,
queria que aquela pontinha de frescor em meio ao cansaço permanecesse.
mas logo os cabelos secam, e ficam elétricos,
eu, permanente...
nessa semana, permanentemente cansada.
acho que pude parar um pouquinho e perceber...
às vezes é melhor correr sem parar, pra nem conseguir pensar no próprio estado...
estou descabelada, por dentro e por fora.
tive uma vontade profunda de passar o dia de cabelos molhados.
queria que eles nunca secassem, que não me ressecassem junto,
queria que aquela pontinha de frescor em meio ao cansaço permanecesse.
mas logo os cabelos secam, e ficam elétricos,
eu, permanente...
nessa semana, permanentemente cansada.
acho que pude parar um pouquinho e perceber...
às vezes é melhor correr sem parar, pra nem conseguir pensar no próprio estado...
estou descabelada, por dentro e por fora.
14.5.08
15.3.08
buscas
perdi a hora,
perdi o ônibus,
perdi a cabeça,
perdi o rumo,
mas não as esperanças...
no final acho que tudo se encaixa!
perdi o ônibus,
perdi a cabeça,
perdi o rumo,
mas não as esperanças...
no final acho que tudo se encaixa!
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