16.2.26

O céu da língua

 O céu por onde balbuciamos,

por onde nos caem notícias cadentes,

brilham lembranças,

chovem cotidianos,

estrela poesia.

É a língua que nos circunda, que nos revela, que nos expressa.

.  

Um espetáculo que pode ser visto por seus lugares comuns, mas que talvez até por isso já poucos se debrucem sobre eles:

Nos ensurdecemos e nos calamos com o cotidiano e por isso é tão bonito ver a arte nos resensibilizar... Poder nos encantar pelo aprendizado dos filhos pelas palavras, a origem antropológica delas, os entrelaçamentos poéticos das comunicações que fazemos... E não necessariamente articulado pois Gregorio nos dá espaço para onomatopeias e pontuações.

Dá pra sair interrogativo, mas, no geral, sai-se exclamado.

A língua tão terrena se desenrola e ganha alturas.

Viva o céu inspirador.

Sem comentários: