O céu por onde balbuciamos,
por onde nos caem notícias cadentes,
brilham lembranças,
chovem cotidianos,
estrela poesia.
É a língua que nos circunda, que nos revela, que nos expressa.
Um espetáculo que pode ser visto por seus lugares comuns, mas que talvez até por isso já poucos se debrucem sobre eles:
Nos ensurdecemos e nos calamos com o cotidiano e por isso é tão bonito ver a arte nos resensibilizar... Poder nos encantar pelo aprendizado dos filhos pelas palavras, a origem antropológica delas, os entrelaçamentos poéticos das comunicações que fazemos... E não necessariamente articulado pois Gregorio nos dá espaço para onomatopeias e pontuações.
Dá pra sair interrogativo, mas, no geral, sai-se exclamado.
A língua tão terrena se desenrola e ganha alturas.
Viva o céu inspirador.

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