28.2.09

josécices...

impressionante como certas coisas são marcantes...

de repente sua dor é tão legítima
e vc a faz tão verdadeira e universal
q ela ecoa o tempo todo por todos e todas:

como drummond:
"no meio do caminho tinha uma pedra"

mas pra mim, nada pior que:
"e agora, josé?"

tão niilista
(depois de temporada no rj/rj, dois "i" faz tão mais sentido...
ao menos auditivo aos meus ouvidosh... hehe)

"socorro ñ estou sentindo nada" -
embora hj ouvindo isso percebi q ñ me identifico...
(em geral, ñ me aniquilo,
me entristeço, emputeço, agonizo, mas ñ prostro...)

*

o caso é que:

"a festa acabou.
e agora?"

*

no aguardo de respostas mais concretas...

afinal, em itabira tem mtas pedras, ñ?
(concreto, paralelepípedos...)

*

ñ sou ambiciosa, ñ precisam ser preciosas - hehe

*

mas:
"mudaram as estações,
nada mudou" - ainda

e hj pensei...
tenho um roteiro que seria o eco desse hino...
será que já não ecoa mais em nenhum canto?

(legião urbana certamente ñ há mais,
mas alguma dissidência urbana ainda?)

afinal, a música ñ é tudo isso
e quem viveu a fase, em geral, já superou;
e quem viveria no discurso, já ñ tem estímulos...
afinal... está morto...

"parece cocaína, mas..."

triste, mas...
ñ é pessimista... é realista!!!

(ps: minha sogra - psicóloga - andou pesquisando que
há um gene do pessimismo...
será que sou picada por ele?!?!?!
me identifico mais com realismo...
ou...?!?)

;)

beijinhos e serpentinas ***

25.2.09

o ovo ou a galinha?

De repente algo me incomoda
não estou bem
tédio? mau humor? tristeza?

e eis que o estado negativo
me desperta reflexões pra baixo
e daí me vêm questões e questões
e fico pensando:
as "questões" eram os motivos da minha tristeza
que foram vindo à tona e se clareando pra mim
ou eu estar pra baixo atrai pensamentos ruins
e fiquei listando coisas pra virarem pretexto
pra minha tristeza e são o famoso
"tempestade em copo d'água"?

me lembro de já ter ouvido de uma amiga biomédica
que muitas vezes é um estado de debilitação física
que provoca depressão...

mesma coisa: uma anemia provoca desânimo
e isso gera tristeza e os fatores emocionais se tornam
como que resultado disso...

curiosidade: acho que nunca pensaríamos nisso
em relação às coisas boas, né?

hehe

então skindô!!!

4.2.09

meu segundo blog

Blog tb serve como uma espécie de memória, de diário...
Então esse ano resolvi aproveitar experiências culturais
pra pensar na vida...
Afinal, isso é o mais legal da arte, né?

Mas como uma pessoa que trabalha com arte,
acabei aproveitando essas experiências
mais pra falar de arte do que na vida...
Achei que tava descaracterizando meu mirante
que sempre foi mais intimista, mais desabafos...

Resolvi criar outro blog pro lado mais racional...

E esse aqui, que siga como sempre foi...

Pq continuo sendo uma pessoa que gosta de tentar entender
as tortuosidades dos humanos...

;)

6.1.09

1o filme do ano:

Um Homem Bom...

Ser bom às vezes é morno, né?
Faltam nuances!

1.1.09

ei-lo!

ansiosa pelo decorrer!!!

27.12.08

2008 minguante por 2009 nova!

de repente a gente grande
o mundo encolhe a gente engole
estou moída em tranhas tramas estranhas

ontem e amanhã tem sonhos
ontem e amanhã sou jovem
ontem e amanhã com força

hoje tem goiabada
hoje tem labirinto
hoje acrobacias
hoje na corda bamba
hoje palhaçadas
hoje tá pegando fogo

ontem e amanhã isso era risada
isso eram rajadas
soltavam rojões
era música para os ouvidos
olhos brilhando e bochechas com pipoca

hoje pipocam contas
estouram somas
lavro na seca
planto no duro
ajoelho no milho
estou frita

ontem e amanhã terá colheita
terá fartura
terá sucesso
terá conquistas
terá de tudo
reconhecimento

hoje cimento buscas
pedras no caminho
bolhas no pé
passo a passo
pé-ante-pé
hoje pés no chão

ontem e amanhã eu pulo
eu salto
eu solta
eu livre
eu vôo
eu plaino

hoje planos
metas
trabalho
avaliações
balanços
insegurança

ontem e amanhã nem medo nem cedo
ontem e amanhã nem tarde nem tardo
ontem e amanhã nem bem, nem mal, no ponto!

hoje tenho o passado e o futuro também
hoje tenho saudade e esperança além

e de repente eu uma muda
no mundo mudando mundana
de rapante calada crescendo:
aos troncos, aos trancos, raízes, rasantes
de rompante aos poucos brotando:
pétalas, cores, perfumes, performas
preenchendo as folhas em branco...

19.12.08

uma releitura

Alice espelhada
Alice espalhada
em seus limites
labirintos singulares
longas e lânguidas linhas
descoladas
palavras, lacunas
letras ilhadas
ligadas em livro
em livre

Alice livrada
Alice lavrada
se olha em relance
de soslaio
olhos dissimulados
e oblíquidos
desliza uma lágrima
cristalina e caudalosa
soluça volúpia
lembranças, prelúdios

Alice selada
Alice calada
melódicas líricas
ao longe, dali, do lado de lá
lamurioso violino
lobo pra lua
latido estrelado
em clave de sol
mergulhado
em límpido e borbulhante lago

Alice lavada
Alice levada
em luvas de um lorde
chapeleiro louco
deslumbra-se em seus olhos azulados
hálito de hortelã
falando veludo
celebram à luz do lume
licor de laranja
avermelhando seus lábios

Alice colores,
Alice calores
embaralhada
uma língua em seu lóbulo
tal qual lebre falante
lépida, ligeira e veloz
lasciva elegia
alude, colide
saliva malícia
libidinagem felina

Alice laçada
Alice em laços
desembrulhada:
luvas, colares, maquilagens
cinta-liga, lingerie
linhos, linhas, listras, lisas
encaracolados loiros
malhada, molhada
malemolente
descabelada

Alice compelida
Alice com pelada
em pelos pelando latente
balanço lancinante
filhote que adolesce
indelevel
se despetalando
lagarta, borboleta
gargalhada
relâmpago

Alice reluz
Alice feliz
lúcida, alerta
lúdica, liberta
espelhada real
lua láctea
celestial
louça de porcelana
palácio de cristal
anel de brilhantes

Alice lascas
Alice lascada
se levanta
recolhida em seus pêlos
acolhida em sua pele
colheita de lilases
desfolhada afinal
livre do livro
alheia semelhança
Alice melhor, Alice mulher, Alice maravilhada!

15.12.08

sabedoria milenar

há horas que nada como um dia após o outro...

14.12.08

eu X mim mesma

defeitos e qualidades andam juntos, ñ?

me perguntarem o de pior e o de melhor de mim
terão as mesmas respostas!

minha persistência vira teimosia,
minha crítica vira construtiva,
minha franqueza, franco atiradora...

e assim, eu aqui, me torturando em buscar ser flexível,
tentando ser uma pessoa que deixa passar,
que não vai se apegar a pequenezas,
que vai seguir e ser feliz...
não, não cola!

sou aquela que me atenho às pequenezas,
que vou lembrar pequenas palavras, gestos singelos,
detalhes do passado que me preenchem eternamente
que me enternecem pra sempre!

sou aquela que faz planos e se esforça em construí-los,
que se empenha, que põe energia, que sonha...

e quer isso no dia-a-dia e daí se frustrada,
precisa de conversa, ser curada, ferida soprada...

não tá doendo, mas tá incomodando.

me sinto cinza e fria como o dia...
mas cheia de cores e calores para o amanhã...

7.12.08

multiplicidade

Era uma vez um ponto -
nós, esse triângulo em nosso círculo
enlevados ao quadrado
com questões ao pentágono:

reveses agudos
angulosos
verticais
convertidos
extrovertido (ele)

era uma vez em meu centro
curvas
circunferências
perspectivas
infinitas
introspectiva (ela)

reveses relativos
sem norte
meu sul
de leste a oeste

era uma vez essa química
matéria de nossa geografia
o físico dele, a língua dela
flor do lácio
nossa história
indisciplinados

reveses de adultescência
meninices maduras
envelhecendo ingênua
antigas questões
em lembranças, nostalgias

era uma vez olhos azuis
sonhos cor-de-rosa
me deixando branca de medo
bochechas vermelhas
sorriso amarelo
ficando bege
verde de fome
de amor

reveses laranja
- banana, goiaba!
medo do abacaxi
que engole o desejo
do mamão com açúcar
a salada de fruta furta cores

era uma vez azedo
acidez amarga
de doces sonhos
que apimentam a vida

reveses no céu - da boca
áspera
que dura
em macio
de gatos

era uma vez esse escaldo
erupção desaguando
furacão turbilhado
revolto em ondas
em brisas
por novos ventos
aos quatro

reveses tempestivos
temperamentais
temperatura de grau em grau
febre escadante

era uma vez dessa vez
tantas vezes
um, dois, três
cem vezes, cem juras
às vezes você
outra vez...
vez por outro

reveses desvendados
vez em quando
em quanto dure
cada um cada tantos
de quando em quando
vendidos, rendidos
devastados

era uma vez um X da questão
incógnita
equação
desde o 2o grau o dilema

reveses dando coragem
a perda do medo
a-sumindo a dúvida
subtração do problema
é igual
como conta
somando em mim
mais e mais
diferenças

era uma vez e de uma vez por todas
a verdade, a vontade, homenàgem
resultado de cabeça
corpo e alma
decorado
com cores, perfumes, performas
informais, imorais, ímpares
um número, um ato
um espetáculo:
eu dividida em dois
vocês múltiplos de mim
nós, felizes em três

27.11.08

hasta 29

inferno insano
são
os outros
astros

24.11.08

tic-tac(...)tic-tac(...)

tique-taque
taque-cardia
cardia entope
entope dentro
dentre peitos
peito duro
dura tempo
tempo dilúvio
dilúvio estação
estação trem
trem partida
partida torta
torta pedaço
pedaço doce
d´ocê saudade
saudade distante
diz tanto de vida
devida dúvida
duvida oposto
aposto perdida
perdida transito
trânsito travado
travada drogado
droga do tiro
tiro dardo
dar dor desperta
despertador acordada
a cor dada desbotada
desabotoada paletó
paletó vestido
vestido preto
preto calçada
calçada varrida
varrida doida
doído enterro
desterro luto
luto com torcida
contorcida derrota
de rota pedida
despedida ardor
ar dor intenso
tenso tique
tique-taque
taque-cardia
cardia entope...

13.11.08

tempos obscuros

quando o noticiário da TV bate à nossa porta
rola uma tensão...

a crise chegou...

e me deixou em crise...

mas planejei a reação pra semana que vem!!!


("você marcha, José!
José, para onde?" CDA)

15.10.08

cinderela

carta aguardada
chamada selada
chama embalada
pro baile o chamado
grato agrado

- claro!

dispara:
no alvo flechada
prepara:
peralta, descalça
não pára:

são saltos, são altos, sandálias, sapatos
sem sapos, beijados - reinados
são fadas, são varas, asas e saias
sem vaias, só palmas - espasmos
são alças, são laços, colares e talcos
sem palcos, só pátios - palácios
são capas, são pratas, cambraias, babados
sem atrasos, acabada - asfaltos

eis arrumada carruagem
em aplumadas almofadas
vem aprumada a viagem

ansiedade a voar:
nem paisagem, passagem ou margem
nem praia, nem praça ou mar
nem barca, jangada ou balsa
sem chegada, não acalma, sem lugar
cem jornadas, cem jornais
revistada, declarada, popular:
aos ares a mensagem:
chegada entrada encantada
ao luar iluminada afinal

pra valsa ou salsa, pra flauta ou calda
abraço trufado, olhar chocolate
(tá no) papo melado, barba risada
gargalhada suada
graça engatada
disfarce da guarda
face aguarda
de cara a carne
encara o charme
enlace desface
debaixo da escada
do quarto
chama da vela da chave
clave em destrave
aparte as partes
tatos em etapas
lascas enlaçadas
cacos de cascas
braços amassos
falos afagos
badalo tocado:
- orgasmo.

mastro estiado
rastro estirado
cama ruborizada

alarde
é tarde
no embalo
o abalo badala
balada acabada
embalada chapada
felicidade alada
amálgama

afundado o passado
fendado um pedaço
findado o ginásio
fecundado o colegial
na calma

no escasso alcançado
no passo fintado
no espaço frisado
no sábado sublinhado
na palma

em pausas esparsas
em causa escaldada
fadados compassos
fato consumado
na alma

14.10.08

neosilogismos gregos

e se corpo são, mente sã
e se mente vazia casa do diabo,
talvez corpo em movimento movimente a mente
e afaste os fantasmas

buuuu!!!

cinzas

massa em mess

explosão de cores

arco-íris em combustão

furta cor...

8.10.08

eterno marido

acabo de ler Dostoievski...

buscava com esse título e esse autor
me deparar entre a inteligência e a perspicácia do tal,
e entre o romantismo do chamariz e do meu âmago incorrigível...

de cara curioso,
o que para mim sugeriam sonhos, planos, futuro
(e que imaginei que fossem ser frustrados),
se sobrepos o passado, a imobilidade, a paralisia...

o eterno marido, um viúvo...
romântico preso em uma condição...

talvez eu pensasse que o eterno pudesse ser aquele que vai,
eterno ser o que fica é profundo e faz pensar...

carta de amor

Penso repenso
corpo da palavra
pó pá
lavro
com as mãos
crio bolhas
balbucio
calo frio

Penso pretenso
numa cartada
rabusco
você
me entrego
te trago
não sorvo
te sirvo

Tenso despenso
minha casca
cacos de
cá com botões
desato o nó na
soluço
insolúvel
um branco
seus ombros
nu alvo
não acho
rasuro

Sento compenso
impressionada
sem expressões
pressiono têmporas
tempo passa
pernas, porque te quero
peito apertado
ar dor em fé
corpo urge
garganta ruge
caneta em punho
quebro a cabeça
despedaço
meu papel

Penso distenso
nas entrelinhas
me fragmento
o que era leve
peso

1.10.08

tum-tum-tuuuuu...

se atende
quem (se) quer
chamada (a)pelo:
- alô
é o que espero...