- sempre achei que a novidade e empolgação
trariam um frescor ao início... (alguém)
- pra mim o primeiro ano foi o mais difícil! (outrém)
- mas não necessariamente (também)
- sei que a falta de intimidade e a dificuldade dos desencontros nos mostraram a fragilidade desse momento e isso sim nos fez cúmplices. Por estarmos envolvidos nisso e assim nos tornamos "nós"
e a partir daí se sente cada vez mais a construção... (bem)
- interminável, diga-se... (amém)
12.8.08
24.7.08
17.7.08
asSociAtivaNdo
novos ventos
maré boa
alto mar
mar astral
boa onda
vida leva
leve eu
in love
como uma luva
(in e transitivo)
trans-ativo
inter
inteira
plena
pluma
ao vento (4) ...
maré boa
alto mar
mar astral
boa onda
vida leva
leve eu
in love
como uma luva
(in e transitivo)
trans-ativo
inter
inteira
plena
pluma
ao vento (4) ...
11.7.08
meu pecado capital
os opostos se contraem
e se embatem
dentro de mim...
minha ansiedade e energia convivem mto mal
com minha preguiça...
mas sou forte
(e que isso ñ dê força a esse meu pecado)
nada como incentivos...
quem sabe esse telefonema de hj...
e se embatem
dentro de mim...
minha ansiedade e energia convivem mto mal
com minha preguiça...
mas sou forte
(e que isso ñ dê força a esse meu pecado)
nada como incentivos...
quem sabe esse telefonema de hj...
7.7.08
27.6.08
24.6.08
con solo floresce
adubo
aridez, acidez, primavera porvir
há horas que drummond ecoa com sua vozinha murmurante,
um vozinho murmurante em acompanhamento de piano...
consolo, consoles, na soleira, na praia ou na paulicéia...
espero os raios de sol que sei que ainda virão essa semana
e me deixarão radiante, r-adiante, ao menos...!
Consolo na Praia
Carlos Drummond de Andrade
Vamos, não chores…A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.
aridez, acidez, primavera porvir
há horas que drummond ecoa com sua vozinha murmurante,
um vozinho murmurante em acompanhamento de piano...
consolo, consoles, na soleira, na praia ou na paulicéia...
espero os raios de sol que sei que ainda virão essa semana
e me deixarão radiante, r-adiante, ao menos...!
Consolo na Praia
Carlos Drummond de Andrade
Vamos, não chores…A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.
21.6.08
18.6.08
28.5.08
27.5.08
reflexão metalingüística
vai fazer três anos que vi Estamira sozinha
numa última sessão de uma noite fria
de um sábado pós aniversário de crianças...
estava me sentindo sozinha,
mas ao mesmo tempo percebi um interlocutor...
(ou precisei buscá-lo)
percebi pessoas ao redor que podem ser tão intensas tb
e que ñ sabem por onde extravasar...
resolvi extravasar aqui...
um blog é algo público.
um blog é algo ao vento.
um blog pode ñ ser nada.
pode ser um diário meu para comigo.
pode ser um sucesso midiático.
ou às vezes pode só encontrar um eco no vizinho...
gosto de escrever as coisas que realmente me importam...
me angustiam...
tiram minhas noites de sono...
afloram minhas lágrimas...
(ou às vezes meus sorrisos...)
gosto de escrever como as coisas me soam:
cheias de ambigüidade e complexidade...
e às vezes escrevo de maneira vaga, de maneira brumática...
e às vezes, raramente, há leitores...
a maioria já ouviu semelhancices de minha boca.
então se sentem em casa de certa forma...
alguns podem ser desconhecidos em busca...
outros, conhecidos me (des-trans)conhecendo...
será?
ontem recebi e-mails em resposta aos meus desabafos...
eram poesias...
cheias de ambigüidade...
houve diálogo com os posts, mas houve tb desencontros...
embate de nuvens no céu...
eteriedades cheias de densidade...
fiquei feliz.
e ao mesmo tempo ansiosa pra sair do virtual...
gosto de racionalizar o ambiguo...
gosto de expor o umbigo...
(ñ por vaidade ou por bigbrothismo,
mas simplesmente pra tentar me entender,
pra ñ me tornar Estamira - fora de tempo e de espaço -
fora de mim, fora dos outros...)
adoro os outros.
ñ sobreviveria sem eles.
o inferno são...
o inferno é são.
estamira!
numa última sessão de uma noite fria
de um sábado pós aniversário de crianças...
estava me sentindo sozinha,
mas ao mesmo tempo percebi um interlocutor...
(ou precisei buscá-lo)
percebi pessoas ao redor que podem ser tão intensas tb
e que ñ sabem por onde extravasar...
resolvi extravasar aqui...
um blog é algo público.
um blog é algo ao vento.
um blog pode ñ ser nada.
pode ser um diário meu para comigo.
pode ser um sucesso midiático.
ou às vezes pode só encontrar um eco no vizinho...
gosto de escrever as coisas que realmente me importam...
me angustiam...
tiram minhas noites de sono...
afloram minhas lágrimas...
(ou às vezes meus sorrisos...)
gosto de escrever como as coisas me soam:
cheias de ambigüidade e complexidade...
e às vezes escrevo de maneira vaga, de maneira brumática...
e às vezes, raramente, há leitores...
a maioria já ouviu semelhancices de minha boca.
então se sentem em casa de certa forma...
alguns podem ser desconhecidos em busca...
outros, conhecidos me (des-trans)conhecendo...
será?
ontem recebi e-mails em resposta aos meus desabafos...
eram poesias...
cheias de ambigüidade...
houve diálogo com os posts, mas houve tb desencontros...
embate de nuvens no céu...
eteriedades cheias de densidade...
fiquei feliz.
e ao mesmo tempo ansiosa pra sair do virtual...
gosto de racionalizar o ambiguo...
gosto de expor o umbigo...
(ñ por vaidade ou por bigbrothismo,
mas simplesmente pra tentar me entender,
pra ñ me tornar Estamira - fora de tempo e de espaço -
fora de mim, fora dos outros...)
adoro os outros.
ñ sobreviveria sem eles.
o inferno são...
o inferno é são.
estamira!
26.5.08
infinito enquanto
pra mim é essencial:
o amor é mais que um presente!
o amor pra mim é infinito, tem que estar em todos os lados,
em todos meus poros, em todos os tempos...
Tenho nostalgias de todos os amores no passado.
mesmo os que ñ foram meus,
mesmo os que ainda vivo,
mesmo os dos outros que até me causam ciúmes (ou por isso).
Tenho ansiedades de todos os amores no futuro.
Já amei sem poder sonhar e constatei o qto isso foi doloroso pra mim...
E agora percebo nitidamente o qto surdinamente eu sonhava...
pois amor é esperança, né?
E a esperança não pode morrer...
Pressenti a possibilidade de amar sem esperanças e não quero...
Me delicio em ser idiotamente romântica:
lembrar o passado, pensar no futuro...
é disso que faço meu presente:
é assim que amarro ele em lacinhos e fitinhas!
ñ tirem isso de mim, o amor me alimenta!
o amor é mais que um presente!
o amor pra mim é infinito, tem que estar em todos os lados,
em todos meus poros, em todos os tempos...
Tenho nostalgias de todos os amores no passado.
mesmo os que ñ foram meus,
mesmo os que ainda vivo,
mesmo os dos outros que até me causam ciúmes (ou por isso).
Tenho ansiedades de todos os amores no futuro.
Já amei sem poder sonhar e constatei o qto isso foi doloroso pra mim...
E agora percebo nitidamente o qto surdinamente eu sonhava...
pois amor é esperança, né?
E a esperança não pode morrer...
Pressenti a possibilidade de amar sem esperanças e não quero...
Me delicio em ser idiotamente romântica:
lembrar o passado, pensar no futuro...
é disso que faço meu presente:
é assim que amarro ele em lacinhos e fitinhas!
ñ tirem isso de mim, o amor me alimenta!
15.5.08
madeixadas
hj chegando no trabalho com banho recém-tomado
tive uma vontade profunda de passar o dia de cabelos molhados.
queria que eles nunca secassem, que não me ressecassem junto,
queria que aquela pontinha de frescor em meio ao cansaço permanecesse.
mas logo os cabelos secam, e ficam elétricos,
eu, permanente...
nessa semana, permanentemente cansada.
acho que pude parar um pouquinho e perceber...
às vezes é melhor correr sem parar, pra nem conseguir pensar no próprio estado...
estou descabelada, por dentro e por fora.
tive uma vontade profunda de passar o dia de cabelos molhados.
queria que eles nunca secassem, que não me ressecassem junto,
queria que aquela pontinha de frescor em meio ao cansaço permanecesse.
mas logo os cabelos secam, e ficam elétricos,
eu, permanente...
nessa semana, permanentemente cansada.
acho que pude parar um pouquinho e perceber...
às vezes é melhor correr sem parar, pra nem conseguir pensar no próprio estado...
estou descabelada, por dentro e por fora.
14.5.08
15.3.08
buscas
perdi a hora,
perdi o ônibus,
perdi a cabeça,
perdi o rumo,
mas não as esperanças...
no final acho que tudo se encaixa!
perdi o ônibus,
perdi a cabeça,
perdi o rumo,
mas não as esperanças...
no final acho que tudo se encaixa!
13.2.08
7.2.08
23.1.08
sempre inspiradora CL
a primeira vez q li Clarice - Perto do Coração Selvagem - me extasiei...
tinha uns 16 e foi uma sensação mto estranha
de como se o ritmo da escrita dela
fosse igual a do meu pensamento,
mas de outros tempos, da infância...
a mesma maneira de observar o mundo,
de se relacionar com os próprios pensamentos e sentimentos...
era como se ela estivesse dentro de mim...
ainda ñ li tudo dela...
leio aos poucos, pois é sempre mto intenso pra mim...
mas amo...
e esses dias me deparei com esse trecho lindo, lindo...
compartilho:
O Nascimento do prazer (trecho)
Clarice Lispector
O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer.
A alegria verdadeira não tem explicação possível,
não tem a possibilidade de ser compreendida
- e se parece com o início de uma perdição irrecuperável.
Esse fundir-se total é insuportavelmente bom
- como se a morte fosse o nosso bem maior e final,
só que não é a morte,
é a vida incomensurável
que chega a se parecer com a grandeza da morte.
Deve-se deixar-se inundar pela alegria aos poucos
- pois é a vida nascendo.
E quem não tiver força,
que antes cubra cada nervo com uma película protetora,
com uma película de morte para poder tolerar a vida.
Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor,
em qualquer silêncio
ou em várias palavras sem sentido.
Pois o prazer não é de se brincar com ele.
Ele e nós.
tinha uns 16 e foi uma sensação mto estranha
de como se o ritmo da escrita dela
fosse igual a do meu pensamento,
mas de outros tempos, da infância...
a mesma maneira de observar o mundo,
de se relacionar com os próprios pensamentos e sentimentos...
era como se ela estivesse dentro de mim...
ainda ñ li tudo dela...
leio aos poucos, pois é sempre mto intenso pra mim...
mas amo...
e esses dias me deparei com esse trecho lindo, lindo...
compartilho:
O Nascimento do prazer (trecho)
Clarice Lispector
O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer.
A alegria verdadeira não tem explicação possível,
não tem a possibilidade de ser compreendida
- e se parece com o início de uma perdição irrecuperável.
Esse fundir-se total é insuportavelmente bom
- como se a morte fosse o nosso bem maior e final,
só que não é a morte,
é a vida incomensurável
que chega a se parecer com a grandeza da morte.
Deve-se deixar-se inundar pela alegria aos poucos
- pois é a vida nascendo.
E quem não tiver força,
que antes cubra cada nervo com uma película protetora,
com uma película de morte para poder tolerar a vida.
Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor,
em qualquer silêncio
ou em várias palavras sem sentido.
Pois o prazer não é de se brincar com ele.
Ele e nós.
13.1.08
previsão do tempo
busca da felicidade eterna:
tic-tac
tento acertar ponteiros,
mas às vezes dou cordas nas coisas erradas...
tem que girar...
esses dias girei mto...
girei, girei... 360...
mesmo lugar...
e ficou tudo bem...
conclusão: tempos bons!
e tempo com sol! e tempo ao tempo...
tic-tac
tento acertar ponteiros,
mas às vezes dou cordas nas coisas erradas...
tem que girar...
esses dias girei mto...
girei, girei... 360...
mesmo lugar...
e ficou tudo bem...
conclusão: tempos bons!
e tempo com sol! e tempo ao tempo...
7.1.08
previsão astrológica
Como um dia, uma hora, um mês pode definir pessoas?
...fazer com que haja conexões, desavenças, indiferenças, afinidades?
(meu câncer de ano cachorro não seria então meu parceiro ideal?
Estaremos fadados ao precipício?
Ou seremos então mais especiais por contradizer previsões?
Ou, ainda, nossa prosperidade se dará justamente pelo nosso ceticismo onde não há espaço para tais prognósticos?)
*
Mas me aproveitando de tais estudos para inspiração criativa,
(resquícios dos deveres roteirísticos de 2007)
como ler e não me impregnar...um pouco?
Me impregno mesmo...
Talvez também pelo encanto da abstração, da poesia...
Pensar em pessoas como substantivos abstratos...
Eu - sabedoria, aventura, idealismo, generosidade, sinceridade?
Ele -
“câncer que envia para você o conceito da memória:
todos os fragmentos do passado constituem a sua vida,
como ela é hoje,
e você precisa recolhê-los para compreender a si mesmo.
Não basta lembrar do seu próprio passado,
mas também recorrer à memória da Humanidade,
tão fragmentada e esmagada sob nossos pés apressados”?
Nós - "o Caranguejo, duro como a rocha por fora, mole como manteiga por dentro. Extremamente sensível. Oh, muito, muito sensível! Agudamente cônscio do menor tom de significado, de cada nuança de um comentário e extremamente vulnerável ao sofrimento; com o Arqueiro, contente e caloroso, essencialmente gentil, mas às vezes rudemente franco, possuindo apenas um dedal de tato. Ou melhor, apenas meio dedal.
Curiosamente, é comum o perspicaz Caranguejo acabar percebendo a inutilidade de seus esforços para que o Arqueiro compreenda a própria falta de tato e, sendo aquilo tão hilariante, os dois explodem em gargalhadas histéricas"?
Enigmas?
Qual serão?
Devorem-me!
Nosso amor estava escrito nas estrelas?
Preciso sair do mundo da lua?
(mas lua em virgem! Com direito a arqueiros e aquários!)
...fazer com que haja conexões, desavenças, indiferenças, afinidades?
(meu câncer de ano cachorro não seria então meu parceiro ideal?
Estaremos fadados ao precipício?
Ou seremos então mais especiais por contradizer previsões?
Ou, ainda, nossa prosperidade se dará justamente pelo nosso ceticismo onde não há espaço para tais prognósticos?)
*
Mas me aproveitando de tais estudos para inspiração criativa,
(resquícios dos deveres roteirísticos de 2007)
como ler e não me impregnar...um pouco?
Me impregno mesmo...
Talvez também pelo encanto da abstração, da poesia...
Pensar em pessoas como substantivos abstratos...
Eu - sabedoria, aventura, idealismo, generosidade, sinceridade?
Ele -
“câncer que envia para você o conceito da memória:
todos os fragmentos do passado constituem a sua vida,
como ela é hoje,
e você precisa recolhê-los para compreender a si mesmo.
Não basta lembrar do seu próprio passado,
mas também recorrer à memória da Humanidade,
tão fragmentada e esmagada sob nossos pés apressados”?
Nós - "o Caranguejo, duro como a rocha por fora, mole como manteiga por dentro. Extremamente sensível. Oh, muito, muito sensível! Agudamente cônscio do menor tom de significado, de cada nuança de um comentário e extremamente vulnerável ao sofrimento; com o Arqueiro, contente e caloroso, essencialmente gentil, mas às vezes rudemente franco, possuindo apenas um dedal de tato. Ou melhor, apenas meio dedal.
Curiosamente, é comum o perspicaz Caranguejo acabar percebendo a inutilidade de seus esforços para que o Arqueiro compreenda a própria falta de tato e, sendo aquilo tão hilariante, os dois explodem em gargalhadas histéricas"?
Enigmas?
Qual serão?
Devorem-me!
Nosso amor estava escrito nas estrelas?
Preciso sair do mundo da lua?
(mas lua em virgem! Com direito a arqueiros e aquários!)
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