19.7.10

dupla personalidade blogiana

a arte pra falar da vida
ou a vida pra falar da arte?!

http://diculturices.blogspot.com/2010/07/eternal-sunshine-of-spotless-mind.html

um segundo semestre-semente 2010!

ansiando ansiosamente!

a esperança e a empolgação estão dominando o medo...
(encolhidinho e calado nesse momento!)

13.7.10

o começo do fim...

sim, muita saudade de todos!
mas confesso, pra quem mais vou precisar de um tempo
é pra mim!

egoísta?

introspectiva, eu diria...

7.7.10

mais do mesmo em outras palavras

o segredo seria ser instigada e confortada ao mesmo tempo...

(um pouco de agressão para mover e carinho para não paralisar)

a última conclusão q tive da minha eterna ânsia
de entender meu coração e suas buscas...

29.6.10

esperando o sinal tocar

vontade de um confortinho besta...
ficar um dia em casa...
(q casa?)
ir ao cine
(em língua materna!)
receber cafuné
(amigos, família...)
ser entendida
(sem precisar do meu não totalmente fluente espanhol,
inglês precário ou francês farsesco)

vontade de fazer nada...

sem ter q assimilar novidades...

precisando de recreio do recreio...

e sabendo q sentirei falta de tudo!

19.6.10

auto-conhecimento

estranhamentos como parte do processo

16.6.10

trabalho irradiante

Semana passada em uma conversa sobre energia, reiki e afins, me fez me dar conta de como eu trabalho troca de energias e como isso me definiu (inclusive profissionalmente).
Sei, por exemplo, que me distancio de pessoas de tanto que amo e como sofro com expectativas não correspondidas (sejam simples conhecidos, amigos de toda espécie ou mesmo grande amores)...

Ter decidido trabalhar com arte foi uma maneira de me manter aberta ao mundo, mas me fechar em certo minimalismo de uma narrativa por vez. Em cada vez tentar construir beleza e poesia mesmo com as situações mais feias e tristes (não pra maquiar a realidade, mas para usa-la como instrumento de emoção).

Filha de sociológa, com parentes políticos e com uma passagem relâmpago de militância, percebi que o fato de ser aberta ao mundo, nessas situações há um risco muito grande, me acabo! Todo negativo me atinge e definho... Não posso. Minha luta é outra e como acredito nas palavras de Caio Graco, aí sigo:


"Livros (- ou filmes) não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas."

6.6.10

o começo após o fim

poder de regeneração infinito...
pós despedida de fim de curso
já mergulhada em outros ultramares...

29.5.10

segura coração

já comecei a viver a dorzinha do fim...
angústia de tudo que podia ter sido e não foi...
que tanto faltou...
e ao mesmo tempo que tudo que foi
e que já me deixa nostálgica...

25.5.10

vivendo o que poderia ter sido há 7 anos atrás...

me despedindo da minha nova juventude tardia...
estudar e morar em república, tomar cerveja depois da aula, receber diploma...

falta pouco...
depois a viagem de fim de curso...

coisas q não fiz ao meu tempo e que faço agora aproveitando mais!

logo mais volto a ser gente grande, e confesso que não com pesar, mas já com ansiedade!

16.5.10

paradigmas intoleráveis

deveria ser mais intolerante com a minha intolerância?

ainda que em geral ela se aplique
às intolerâncias e pré-conceitos que existem na vida?

11.5.10

"quando o sol bater"...

vivendo um ano atípico:
da primavera fui ao inverno e
voltei três horas pra trás,
logo fiquei com fuso
e em cinco estava a distância
do verão que não chegou...

agora sinto a primavera 
e sei que depois de um breve verão, 
será primavera outra vez...

para tentar florir e que ainda que volte
essas cinco horas pra trás, 
estarei avançando pra esperar
um verão completo e muito mais radiante!

8.5.10

tic-taqueando

Dormir para adormecer pensamentos.
Mas o que fazer ao despertar?

6.5.10

sentimientos distintos

tu "me da igual" me diferencia
por no me adicionar
y así me dejar substraída...

(mi primero post en español)

2.5.10

número de vida...

O oito sempre foi meu número preferido, 
ainda quando eu nem sabia 
que quando ele deitava virava infinito...

(meus números preferidos sempre foram os pares - 
para ninguém precisar se sentir solitário...
e os mais redondos... 
de escrever ou de falar: 
dois... seis... mas o melhor: oito...

mas também não nego pessoas 
e situações ímpares em minha vida...
talvez as busque para se emparelharem comigo...

e claro que abro exceções, 
por exemplo para acolher aqueles que 
são vistos como de azar, como o famoso 13...

mas como o oito, pra mim não há ninguém... 
infinitamente parte de minha vida...)

26.4.10

filha única

A vivência de ter sido filha única por tanto tempo - e em casa sempre - me gerou por um lado um gosto pela tranqüilidade de um domínio pelo meu espaço, minhas coisas, meu mundo...
(e em geral tenho momentos muito intensos de me ensimesmar e entrar na "casinha", que é algo metafórico, mas que muitas vezes está representada também por coisas materiais)...

Por outro lado essa vivência também me gerou uma ansiedade por compartilhar... Poder receber amigos, oferecer o que tenho, poder ser anfitriã, poder gerar bem estar e prazer, cuidar...

Me vejo muitas vezes então com esse espírito maternal, que quer dar, mas que quer os "filhos" sejam obedientes...

mais uma pro ABC do meu lado B, lado A...

;)

22.4.10

direito de permanecer calado

Lembro na infância de ouvir essa frase em filmes e não fazer sentido pra mim.
Eu que sempre tão ansiosa por falar e falar e falar, achava impossível reivindicar outro direito que não esse...

Depois acompanhando situações de novelas (fictícias ou reais) fui percebendo o perigo que a palavra pode ter... Mais recentemente, senti na pele a gravidade de más interpretações e, pior, o mal uso delas...

Agora já sei que apesar de minha constante ser dar voz àquilo que me dá na gana, cuido um pouco (e tenho que cuidar mais) para que minha sinceridade excessiva não ofenda, magoe ou, ainda, para que situações de mais complexidade não adquiram duplo sentido e possam ser mal interpretadas...

Ambigüidade faz parte de mim, mas parecer ser o que não sou, nem sempre me contenta...

15.4.10

DISCO QUEBRADO (em 10 post-songs)

(de volta ao tema em 10 capítulos)

Gosto de pensar em defeitos e qualidades
como parte de um todo que me forma. 
Isso não para me conformar e justificar defeitos,
mas para não negar o que sinto minha essência
sem deixar de buscar equilíbrios...

(a seguir as 10 notas musicais)

LADO NEGRO LADO A (# 1)

(capítulo #1/10 de DISCO QUEBRADO)

Pensando no lado A de meu lado negro, que seria o mais pop,
o que mais conheço, o que mais toca por aí:

Que a busca pela ordem e pela racionalidade
não criem ditaduras, atas, maneirismos...

LADO NEGRO LADO A (# 2)

(capítulo #2/10 de DISCO QUEBRADO)

Que a persistência não se exceda tanto em teimosia.

...A nostalgia em paralisia...