15.4.10

DISCO QUEBRADO (em 10 post-songs)

(de volta ao tema em 10 capítulos)

Gosto de pensar em defeitos e qualidades
como parte de um todo que me forma. 
Isso não para me conformar e justificar defeitos,
mas para não negar o que sinto minha essência
sem deixar de buscar equilíbrios...

(a seguir as 10 notas musicais)

LADO NEGRO LADO A (# 1)

(capítulo #1/10 de DISCO QUEBRADO)

Pensando no lado A de meu lado negro, que seria o mais pop,
o que mais conheço, o que mais toca por aí:

Que a busca pela ordem e pela racionalidade
não criem ditaduras, atas, maneirismos...

LADO NEGRO LADO A (# 2)

(capítulo #2/10 de DISCO QUEBRADO)

Que a persistência não se exceda tanto em teimosia.

...A nostalgia em paralisia...

LADO NEGRO LADO A (# 3)

(capítulo #3/10 de DISCO QUEBRADO)

Que a aceitação que tenho pela ambigüidade, por entender complexidades e buscar o que há além, não se torne confusão, complacência com bagunças, convites a caos...

Que as vontades múltiplas que tenho não me asfixiem em ansiedades -
porque ansiar é bom, mas as ânsias...
(ainda mais porque em mim há que ter cuidado para que a impossibilidade dos desejos não se vertam em bilis,
me azedando em mau humores) 

LADO NEGRO LADO A (# 4)

(capítulo #4/10 de DISCO QUEBRADO) 

Que o amor e o carinho que tenho
não gere em mim tanta dependência e cobrança,
Que a busca por entender-me e desabafar-me
não se torne exposição.

LADO NEGRO LADO A (# créditos)

(capítulo #5/10 de DISCO QUEBRADO)

(E assim poderei conviver com todo amor que há dentro de mim,
com todas saudades que sinto,
com tudo que quero tanto,
com tudo que posso entender que passa na vida,
com tudo que falo a torto e a direito
- em bloques e blogues ou onde seja...)

LADO NEGRO LADO B (# capa)

(capítulo #6/10 de DISCO QUEBRADO)

"Por outro lado...

E então tenho esse outro lado... um lado negro que é um lado B...
um lado de sentimentos que me surgem e que não entendo,
que me consomem, me põe pra fora de mim.

E desses tento fugir...
(pra não me desconhecer).

LADO NEGRO LADO B (# 1)

(capítulo #7/10 de DISCO QUEBRADO)

Como a preguiça que é algo que me dá medo me entregar... Fujo.
Às vezes me ensimesmo onde há espaço para ser em outro ritmo,
às vezes me proponho infinidades para agir, agir, agir,
sem espaço para brechas...

LADO NEGRO LADO B (# 2)

(capítulo #8/10 de DISCO QUEBRADO)

Comparações me aniquilam, me dão insegurança, despertam a inveja, então corro como da cruz, não alimento ciúmes e acabo nem sentindo...
E se acaso há tropeços, desvio, busco outros caminhos e sigo...

LADO NEGRO LADO B (# 3)

(capítulo #9 de DISCO QUEBRADO)

Raiva é um sentimento que também não sei sentir, muito porque ele está ligado a situações do que deveria ter sido de um jeito e não foi, onde deveria ter sido assim, entretanto...

Tanto que pode haver... Tento pecar e me arrepender pelo que fiz e não pelo que deixei, assim pelo menos terei aprendido coisas novas... E quando não há como evitar o arrependimento, ou o problema, prefiro sofrer.

Que o sentimento seja de dor e não de raiva, porque essa energia que vem em meu corpo, prefiro que se vá em lágrimas - que essas conheço bem!

E ainda que seja uma dor fulminante e que também me aniquile, de alguma maneira entendo e sei que não posso fugir:

O "não", o "nunca", ou pior: o "nunca mais"...

Construo meus planos e sonhos construindo a mim mesma, abandonar é me destruir um pouco, mas há reconstruções, então, esperanças...

LADO NEGRO LADO B (# créditos)

(capítulo 10/10 de DISCO QUEBRADO)

Aí está minha orquestra em compacto:

o que batuca (em tum-tum, toc-toc, tic-tac...),
as cordas (no pescoço, de cabo de guerra, de amarras...),
as teclas (pianissimamente em computadores, celulares, elevadores...),
os sopros (de vida,em cabelos,folhas d outono,suspiros,movimentos...)

E assim sinfona minha vida... em melodias e melonoites,
aprendendo com Caetanos / João Gilbertos (e afins),
- já que sou irremediavelmente como eles -
"A SER DESAFINADA"
e (en) cantos espantando meus males...

12.4.10

para o alto e avante...

tempos atrás falei do meu medo,
não de perder meu chão, mas de perder meu céu...
e é sempre o que me angustia
quando passo por mudanças drásticas:
me apego aos sonhos
e eles passam a fazer parte de mim de verdade,
então abandoná-los é um pouco ter que me redescobrir, reconstruir...

hoje falando com meu pai e em pendências, atrasos e afins,
estava declarando certa vontade de correr atrás de prejuízos,
 ao que ele me alertou: melhor correr atrás dos lucros!

então, eis o que farei: buscar meus lucros e encontrar meus céus!
(só falta minha capa mágica de mulher maravilha!)

1.4.10

labirintos

levanta, sacode a poeira, e dá a volta por onde dá...

31.3.10

ninho de mafagafos

Viver em outra língua tem uma intensidade à parte...

O ouvir e falar tomam tanto da cabeça que sobra menos espaço pra divagar...
Exigem uma concentração constante, ou então, quando já cansada ou saudosa de divagações, simplesmente me desconecto e o espanhol logo já se torna um russo...

Pensei que o fluir em uma língua hermana fosse mais fácil,
mas talvez por inabilidade minha ou talvez pelo processo envolver coisas mais além,
às vezes me pego em rudimentarismos de mímica...

mas tudo ao seu tempo...
e tb, no final, quem tem boca chega aqui!

29.3.10

laudo

carência múltipla de órgãos

25.3.10

Fallas - el carnaval valenciano

por Tom Jobim
(traducción en los conmentários)

"Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira
(de cinzas - cenizas)

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noit
ePassando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor

Tristeza não tem fim
Felicidade sim












24.3.10

bolhas que estouram em silêncio

me calo
em meus pés
e nos alheios

23.3.10

tpm outra vez

TPM pra mim já se tornou uma palavra habitual
ouço justificativas femininas, brincadeiras masculinas
já faz parte do nosso universo cotidiano abertamente...

De repente me confronto com a anormalidade
que ainda tem esse estado pré menstrual da mulher
em outras culturas... nem europeus, nem latinoamericanos...
para todos uma certa estranheza...

Talvez seja estranho mesmo, talvez pareça muito íntimo,
mas o que fazer se me sinto exteriorizando a minha?
se acabo não podendo controlar mau humores, fragilidades,
sentimentos e sensações à flor da pele desses dias?

Posso não verbalizá-la, mas não tenho como contê-la,
ela me domina e me coloca do avesso,
não contenho o que vem a fora
e muitas vezes nem é o que está dentro,
lados obscuros que fazem parte de mim
mas muitas vezes não são o essencial...
tenho a sensação do meu corpo em movimento nesses dias
com uma ansiedade de quem não pode deixar de balançar o pé
de quem não pode controlar um falar mais alto
de quem derrama mais lágrimas do que as necessárias...

me sinto feminina, mulher e ao mesmo tempo meio bruxa, feiticeira...
meu corpo fazendo poções com meus hormônios,
pós de sapo e de pirlimpimpim...

SUPERCALIFRAGILISTICE EXPEALIDOCIOUS!

7.3.10

Crônica de uma Vida de Mulher

Acabo de ler esse livro de Arthur Schnitzler.
Parece simples, parece apenas uma crônica, um relato, mas em mim ecoa muito mais...

Uma jovem no início do século passado sentindo tantos sentimentos intensos, tantos sonhos, ansiedades, angústias que não se sujeitava a condutas de postura, a gestos e costumes e morais... Ela queria se desprender de casamentos, maternidades convencionais, bons comportamentos, passeios, jantares... Para ir de encontro ao que estava dentro dela de mais profundo...

A questão é que ela não sabia o que era...

E se sentia incapaz de procurar em uma sociedade tão preconceituosa com sua condição.

Quase cem anos depois, as condições mudaram, mas a abertura em que me sinto como mulher nem sempre ilumina meu caminho...
Liberdade demais também oprime e machuca...
E nem sempre a liberdade é plena...
Vivemos em sociedade e nossa liberdade, nossos desejos, nossos sonhos sempre esbarram com os outros... E há muitos outros ao lado...

Personagens que me tocam sempre acabam me tocando a mim mesma... Suas histórias me preenchem e me encantam e depois sigo em busca de mim...

Ainda tocada com Crônica de uma vida de mulher, dialoguei um pouco com meus fantasmas pessoais... Hesitando em enfrentar meus personagens que me esperam... Ainda vi um par de episódios de Anos Incríveis... Lembrando meus velhos tempos... Meus novos tempos... Meus tempos eternos...

De quem se emociona com personagens alheios, que faz deles um pouco de si e que deve fazer de si um pouco personagem em roteiros a seguir...

Inspirar, expirar e enfrentar ultramares que há pela frente...

6.3.10

mímica de uma imitação

entendendo meus personagens
como quem confronta a si mesmo...