24.5.12
ex.ame
es.finge que traz a verdade (devorada) como
es.tatua em minha cara
es.tática pregada em es.cola
esTUDO:
que me deixa ex (es.terna, es.traviada, es.trume)
e por fim (ou ao contrário)
não me deixa NADA.
18.5.12
9.5.12
sin gu lar
situação ímpar
que brota do zero
e termina sem companhia
(deixando saudades e se pedindo bis)
26.4.12
oh pressão!
hoje tão pequenininha...
nina eu?
menina eu?
(esmagadinha, no chão - mas vista pro céu)
amanhã grandona...
dona eu?
me doma eu?
(mas chicoteia com jeitinho e não enjaula não)
22.4.12
15.4.12
incha-queca
dor de cabeça me assola dos pés à cabeça
não é aguda nem grave
mas compromete em acordes
despertarei mais aliviada?
ou acumulada pela falta de rendimento do agora?
11.4.12
19.3.12
outono
hoje tão, tão, tão...
sensação de folhas e folhas já caídas ao longo da vida,
da felicidade e melancolia do céu tão azul,
da ambiguidade do sol brilhando e o vento frio na cara,
sol para pernas de fora, vento para frios na espinha,
calor cheio de esperanças, arrepios cheios de medos.
época do ano movimentada, pós-carnaval, páginas viradas, folhas caídas,
ano a todo vapor, esperanças ainda ao longe, florescer no longínquo horizonte...
outono para romances.
outono à flor da pele.
amar, verbo intransitivo...
em acordo com Alain de Botton em O Movimento Romântico,
às vezes o desejo de amar prescinde seu objeto.
objeto do dia: céu azul e sol oblíquo
- mas não dissimulado, pois a vida anda concretamente presente.
8.3.12
embaralhados
parte da parte
um adeus à parte
dados rolados
cartas na mesa
é finda a partida
saldo de empate
ou de despedida
um adeus à parte
dados rolados
cartas na mesa
é finda a partida
saldo de empate
ou de despedida
1.3.12
(m) eu luto
amor sentido infinito.
calado pra sempre.
virado do avesso.
dor sem fim.
você me fez triste.
assim te deixei.
faltou paz.
você custou a me deixar em.
trocamos farpas.
farpados.
fardados.
fadados.
broncas e brônquios a plenos.
vociferando feridos.
latidos.
latejante.
luta incessante.
luto sem fim.
mas chegou.
revirados, nos viramos.
página em branco.
linhas tortas.
porque a vida não é linear.
das folhas florescidas,
e caídas, recolhidas e guardadas.
(as mais memoráveis são as cinco linhas,
notas e claves de sol em penumbra.
"in a sentimental mood".
:
dos momentos apaixonados iniciais.
dos momentos da melancolia dilacerante.
dos momentos cotidianos do telefone que tocava.
:
http://www.youtube.com/watch?v=mszSoTNqH3Y)
ali tem do era uma vez ao era de vidro
- embora nunca transparente pra mim -
se quebrou.
cacos colados.
e mais uma vez sobrevivida a um amor.
e mais uma vez marcada por uma luta.
outro luto se foi.
atropelado com muitos adereços e fantasias.
porque o futuro já chegou.
(faz tempo, veio até do passado).
e que venham lutas mais coloridas!
calado pra sempre.
virado do avesso.
dor sem fim.
você me fez triste.
assim te deixei.
faltou paz.
você custou a me deixar em.
trocamos farpas.
farpados.
fardados.
fadados.
broncas e brônquios a plenos.
vociferando feridos.
latidos.
latejante.
luta incessante.
luto sem fim.
mas chegou.
revirados, nos viramos.
página em branco.
linhas tortas.
porque a vida não é linear.
das folhas florescidas,
e caídas, recolhidas e guardadas.
(as mais memoráveis são as cinco linhas,
notas e claves de sol em penumbra.
"in a sentimental mood".
:
dos momentos apaixonados iniciais.
dos momentos da melancolia dilacerante.
dos momentos cotidianos do telefone que tocava.
:
http://www.youtube.com/watch?v=mszSoTNqH3Y)
ali tem do era uma vez ao era de vidro
- embora nunca transparente pra mim -
se quebrou.
cacos colados.
e mais uma vez sobrevivida a um amor.
e mais uma vez marcada por uma luta.
outro luto se foi.
atropelado com muitos adereços e fantasias.
porque o futuro já chegou.
(faz tempo, veio até do passado).
e que venham lutas mais coloridas!
15.2.12
4.2.12
Kafkafiando Clarice ou Clariceando Kafka
"Certa manhã, ao se despertar de um sonho inquieto, Gregor Samsa descobriu-se em sua cama transformado num insuportável inseto."
"Eu, corpo neutro de barata, eu com uma vida que finalmente não me escapa pois enfim a vejo fora de mim - eu sou a barata, sou minha perna, sou meus cabelos, sou o trecho de luz mais branca no reboco da parede - sou cada pedaço infernal de mim (...)"
"Deitado de costas, duras como um casco, ele viu, ao erguer um pouco a cabeça, sua barriga arredondada, pardacenta, repartida por pregas arqueadas, do alto da qual a coberta, já quase toda caída, escorregava. Diante de seus olhos moviam-se desesperadas suas várias pernas, ridiculamente finas em comparação com suas proporções de antes."
"(...) A vida em mim é tão insistente que se me partirem, como a uma lagartixa, os pedaços continuarão estremecendo e se mexendo."
"'O que aconteceu comigo?', pensou."
"Sou o silêncio gravado numa parede, e a borboleta mais antiga esvoaça e me defronta: a mesma de sempre. De nascer até morrer é o que eu me chamo de humana, e nunca propriamente morrerei."
1.2.12
se ver em terceira pessoa
*
a risada continua rindo, mas você não.
*
você queria calar, mas já ouve a própria voz seguindo.
*
você nem se achava tão triste, mas as lágrimas escorrem sinceras.
*
a risada continua rindo, mas você não.
*
você queria calar, mas já ouve a própria voz seguindo.
*
você nem se achava tão triste, mas as lágrimas escorrem sinceras.
*
27.1.12
inexorável
"a coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas
é o silêncio"
Miguel Sousa Tavares em No Teu Deserto.
é o silêncio"
Miguel Sousa Tavares em No Teu Deserto.
19.1.12
5.1.12
3.1.12
7.12.11
bombeando
*
na imagem, o coração apertado vem como comprimido
: uma pílula enlaçada que passa raspando na garganta.
*
mas no quarto, nas caixas, nos envelopes, nas lembranças
o coração apertado vem compriiiiido...
repleto de pilhas, poeiras, estantes, sequências, cantinhos...
*
apertado mesmo grande
que a bagagem é longa
e me acompanha sempre.
bagunças de memórias, esperanças, mágoas, alegrias...
*
tumultos convulsionando, procurando espaços,
me alcançando aos soluços, aos tropeços, aos sopetões...
*
quando abro espaço ao coração, é assim:
daí que ele fica mais ainda no maior aperto,
e me espremendo!
*
e eu fico aguardando novas emoções para viver e me tirar do sufoco.
(mas certa que em algum momento essas novidades passam
e se acumulam na mesma caixinha que bate ritmada
- e que somadas vão explodir em outra melancolia qualquer...)
(...) "meu coração também pode crescer. entre o amor e o fogo, entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode.
- Ó vida futura! Nós te criaremos." C.D.Andrade
na imagem, o coração apertado vem como comprimido
: uma pílula enlaçada que passa raspando na garganta.
*
mas no quarto, nas caixas, nos envelopes, nas lembranças
o coração apertado vem compriiiiido...
repleto de pilhas, poeiras, estantes, sequências, cantinhos...
*
apertado mesmo grande
que a bagagem é longa
e me acompanha sempre.
bagunças de memórias, esperanças, mágoas, alegrias...
*
tumultos convulsionando, procurando espaços,
me alcançando aos soluços, aos tropeços, aos sopetões...
*
quando abro espaço ao coração, é assim:
daí que ele fica mais ainda no maior aperto,
e me espremendo!
*
e eu fico aguardando novas emoções para viver e me tirar do sufoco.
(mas certa que em algum momento essas novidades passam
e se acumulam na mesma caixinha que bate ritmada
- e que somadas vão explodir em outra melancolia qualquer...)
(...) "meu coração também pode crescer. entre o amor e o fogo, entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode.
- Ó vida futura! Nós te criaremos." C.D.Andrade
6.12.11
crescendo na nova minguante cheia
no meu astral
nem inferno nem céu
talvez purgatório
ainda bem que roda, translada e eclipsa...
nem inferno nem céu
talvez purgatório
ainda bem que roda, translada e eclipsa...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

