inferno insano
são
os outros
astros
27.11.08
24.11.08
tic-tac(...)tic-tac(...)
tique-taque
taque-cardia
cardia entope
entope dentro
dentre peitos
peito duro
dura tempo
tempo dilúvio
dilúvio estação
estação trem
trem partida
partida torta
torta pedaço
pedaço doce
d´ocê saudade
saudade distante
diz tanto de vida
devida dúvida
duvida oposto
aposto perdida
perdida transito
trânsito travado
travada drogado
droga do tiro
tiro dardo
dar dor desperta
despertador acordada
a cor dada desbotada
desabotoada paletó
paletó vestido
vestido preto
preto calçada
calçada varrida
varrida doida
doído enterro
desterro luto
luto com torcida
contorcida derrota
de rota pedida
despedida ardor
ar dor intenso
tenso tique
tique-taque
taque-cardia
cardia entope...
taque-cardia
cardia entope
entope dentro
dentre peitos
peito duro
dura tempo
tempo dilúvio
dilúvio estação
estação trem
trem partida
partida torta
torta pedaço
pedaço doce
d´ocê saudade
saudade distante
diz tanto de vida
devida dúvida
duvida oposto
aposto perdida
perdida transito
trânsito travado
travada drogado
droga do tiro
tiro dardo
dar dor desperta
despertador acordada
a cor dada desbotada
desabotoada paletó
paletó vestido
vestido preto
preto calçada
calçada varrida
varrida doida
doído enterro
desterro luto
luto com torcida
contorcida derrota
de rota pedida
despedida ardor
ar dor intenso
tenso tique
tique-taque
taque-cardia
cardia entope...
13.11.08
tempos obscuros
quando o noticiário da TV bate à nossa porta
rola uma tensão...
a crise chegou...
e me deixou em crise...
mas planejei a reação pra semana que vem!!!
("você marcha, José!
José, para onde?" CDA)
rola uma tensão...
a crise chegou...
e me deixou em crise...
mas planejei a reação pra semana que vem!!!
("você marcha, José!
José, para onde?" CDA)
15.10.08
cinderela
carta aguardada
chamada selada
chama embalada
pro baile o chamado
grato agrado
- claro!
dispara:
no alvo flechada
prepara:
peralta, descalça
não pára:
são saltos, são altos, sandálias, sapatos
sem sapos, beijados - reinados
são fadas, são varas, asas e saias
sem vaias, só palmas - espasmos
são alças, são laços, colares e talcos
sem palcos, só pátios - palácios
são capas, são pratas, cambraias, babados
sem atrasos, acabada - asfaltos
eis arrumada carruagem
em aplumadas almofadas
vem aprumada a viagem
ansiedade a voar:
nem paisagem, passagem ou margem
nem praia, nem praça ou mar
nem barca, jangada ou balsa
sem chegada, não acalma, sem lugar
cem jornadas, cem jornais
revistada, declarada, popular:
aos ares a mensagem:
chegada entrada encantada
ao luar iluminada afinal
pra valsa ou salsa, pra flauta ou calda
abraço trufado, olhar chocolate
(tá no) papo melado, barba risada
gargalhada suada
graça engatada
disfarce da guarda
face aguarda
de cara a carne
encara o charme
enlace desface
debaixo da escada
do quarto
chama da vela da chave
clave em destrave
aparte as partes
tatos em etapas
lascas enlaçadas
cacos de cascas
braços amassos
falos afagos
badalo tocado:
- orgasmo.
mastro estiado
rastro estirado
cama ruborizada
alarde
é tarde
no embalo
o abalo badala
balada acabada
embalada chapada
felicidade alada
amálgama
afundado o passado
fendado um pedaço
findado o ginásio
fecundado o colegial
na calma
no escasso alcançado
no passo fintado
no espaço frisado
no sábado sublinhado
na palma
em pausas esparsas
em causa escaldada
fadados compassos
fato consumado
na alma
chamada selada
chama embalada
pro baile o chamado
grato agrado
- claro!
dispara:
no alvo flechada
prepara:
peralta, descalça
não pára:
são saltos, são altos, sandálias, sapatos
sem sapos, beijados - reinados
são fadas, são varas, asas e saias
sem vaias, só palmas - espasmos
são alças, são laços, colares e talcos
sem palcos, só pátios - palácios
são capas, são pratas, cambraias, babados
sem atrasos, acabada - asfaltos
eis arrumada carruagem
em aplumadas almofadas
vem aprumada a viagem
ansiedade a voar:
nem paisagem, passagem ou margem
nem praia, nem praça ou mar
nem barca, jangada ou balsa
sem chegada, não acalma, sem lugar
cem jornadas, cem jornais
revistada, declarada, popular:
aos ares a mensagem:
chegada entrada encantada
ao luar iluminada afinal
pra valsa ou salsa, pra flauta ou calda
abraço trufado, olhar chocolate
(tá no) papo melado, barba risada
gargalhada suada
graça engatada
disfarce da guarda
face aguarda
de cara a carne
encara o charme
enlace desface
debaixo da escada
do quarto
chama da vela da chave
clave em destrave
aparte as partes
tatos em etapas
lascas enlaçadas
cacos de cascas
braços amassos
falos afagos
badalo tocado:
- orgasmo.
mastro estiado
rastro estirado
cama ruborizada
alarde
é tarde
no embalo
o abalo badala
balada acabada
embalada chapada
felicidade alada
amálgama
afundado o passado
fendado um pedaço
findado o ginásio
fecundado o colegial
na calma
no escasso alcançado
no passo fintado
no espaço frisado
no sábado sublinhado
na palma
em pausas esparsas
em causa escaldada
fadados compassos
fato consumado
na alma
14.10.08
neosilogismos gregos
e se corpo são, mente sã
e se mente vazia casa do diabo,
talvez corpo em movimento movimente a mente
e afaste os fantasmas
buuuu!!!
e se mente vazia casa do diabo,
talvez corpo em movimento movimente a mente
e afaste os fantasmas
buuuu!!!
8.10.08
eterno marido
acabo de ler Dostoievski...
buscava com esse título e esse autor
me deparar entre a inteligência e a perspicácia do tal,
e entre o romantismo do chamariz e do meu âmago incorrigível...
de cara curioso,
o que para mim sugeriam sonhos, planos, futuro
(e que imaginei que fossem ser frustrados),
se sobrepos o passado, a imobilidade, a paralisia...
o eterno marido, um viúvo...
romântico preso em uma condição...
talvez eu pensasse que o eterno pudesse ser aquele que vai,
eterno ser o que fica é profundo e faz pensar...
buscava com esse título e esse autor
me deparar entre a inteligência e a perspicácia do tal,
e entre o romantismo do chamariz e do meu âmago incorrigível...
de cara curioso,
o que para mim sugeriam sonhos, planos, futuro
(e que imaginei que fossem ser frustrados),
se sobrepos o passado, a imobilidade, a paralisia...
o eterno marido, um viúvo...
romântico preso em uma condição...
talvez eu pensasse que o eterno pudesse ser aquele que vai,
eterno ser o que fica é profundo e faz pensar...
carta de amor
Penso repenso
corpo da palavra
pó pá
lavro
com as mãos
crio bolhas
balbucio
calo frio
Penso pretenso
numa cartada
rabusco
você
me entrego
te trago
não sorvo
te sirvo
Tenso despenso
minha casca
cacos de
cá com botões
desato o nó na
soluço
insolúvel
um branco
seus ombros
nu alvo
não acho
rasuro
Sento compenso
impressionada
sem expressões
pressiono têmporas
tempo passa
pernas, porque te quero
peito apertado
ar dor em fé
corpo urge
garganta ruge
caneta em punho
quebro a cabeça
despedaço
meu papel
Penso distenso
nas entrelinhas
me fragmento
o que era leve
peso
corpo da palavra
pó pá
lavro
com as mãos
crio bolhas
balbucio
calo frio
Penso pretenso
numa cartada
rabusco
você
me entrego
te trago
não sorvo
te sirvo
Tenso despenso
minha casca
cacos de
cá com botões
desato o nó na
soluço
insolúvel
um branco
seus ombros
nu alvo
não acho
rasuro
Sento compenso
impressionada
sem expressões
pressiono têmporas
tempo passa
pernas, porque te quero
peito apertado
ar dor em fé
corpo urge
garganta ruge
caneta em punho
quebro a cabeça
despedaço
meu papel
Penso distenso
nas entrelinhas
me fragmento
o que era leve
peso
1.10.08
27.9.08
25.9.08
$$$
dinheiro compra sonhos
promove planos
tranqüilidade
felicidade?
não sei se traz,
mas o revés,
o fel já senti:
dinheiro traz infelicidade...
promove planos
tranqüilidade
felicidade?
não sei se traz,
mas o revés,
o fel já senti:
dinheiro traz infelicidade...
4.9.08
ÁGUA
falta de
boca
se cala
cola
longa aspera
aspira-respira
se coar
mais quando
transpira
ansia
frio na
espira
procura
"sim"
"ais"
híbridos
desidros
mão sua
magua
olhos cheios de sau
dade
dor
no meio do meu
ambíguo
andúvida
em meios se parados
longe vejo
em quando contros contras
quantos?
nós:
me tardes
do que
nunca ou
nahora
H
dois "Ohs"
...salívio...
boca
se cala
cola
longa aspera
aspira-respira
se coar
mais quando
transpira
ansia
frio na
espira
procura
"sim"
"ais"
híbridos
desidros
mão sua
magua
olhos cheios de sau
dade
dor
no meio do meu
ambíguo
andúvida
em meios se parados
longe vejo
em quando contros contras
quantos?
nós:
me tardes
do que
nunca ou
nahora
H
dois "Ohs"
...salívio...
12.8.08
coletânea de fragmentos recentes
- sempre achei que a novidade e empolgação
trariam um frescor ao início... (alguém)
- pra mim o primeiro ano foi o mais difícil! (outrém)
- mas não necessariamente (também)
- sei que a falta de intimidade e a dificuldade dos desencontros nos mostraram a fragilidade desse momento e isso sim nos fez cúmplices. Por estarmos envolvidos nisso e assim nos tornamos "nós"
e a partir daí se sente cada vez mais a construção... (bem)
- interminável, diga-se... (amém)
trariam um frescor ao início... (alguém)
- pra mim o primeiro ano foi o mais difícil! (outrém)
- mas não necessariamente (também)
- sei que a falta de intimidade e a dificuldade dos desencontros nos mostraram a fragilidade desse momento e isso sim nos fez cúmplices. Por estarmos envolvidos nisso e assim nos tornamos "nós"
e a partir daí se sente cada vez mais a construção... (bem)
- interminável, diga-se... (amém)
24.7.08
17.7.08
asSociAtivaNdo
novos ventos
maré boa
alto mar
mar astral
boa onda
vida leva
leve eu
in love
como uma luva
(in e transitivo)
trans-ativo
inter
inteira
plena
pluma
ao vento (4) ...
maré boa
alto mar
mar astral
boa onda
vida leva
leve eu
in love
como uma luva
(in e transitivo)
trans-ativo
inter
inteira
plena
pluma
ao vento (4) ...
11.7.08
meu pecado capital
os opostos se contraem
e se embatem
dentro de mim...
minha ansiedade e energia convivem mto mal
com minha preguiça...
mas sou forte
(e que isso ñ dê força a esse meu pecado)
nada como incentivos...
quem sabe esse telefonema de hj...
e se embatem
dentro de mim...
minha ansiedade e energia convivem mto mal
com minha preguiça...
mas sou forte
(e que isso ñ dê força a esse meu pecado)
nada como incentivos...
quem sabe esse telefonema de hj...
7.7.08
27.6.08
24.6.08
con solo floresce
adubo
aridez, acidez, primavera porvir
há horas que drummond ecoa com sua vozinha murmurante,
um vozinho murmurante em acompanhamento de piano...
consolo, consoles, na soleira, na praia ou na paulicéia...
espero os raios de sol que sei que ainda virão essa semana
e me deixarão radiante, r-adiante, ao menos...!
Consolo na Praia
Carlos Drummond de Andrade
Vamos, não chores…A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.
aridez, acidez, primavera porvir
há horas que drummond ecoa com sua vozinha murmurante,
um vozinho murmurante em acompanhamento de piano...
consolo, consoles, na soleira, na praia ou na paulicéia...
espero os raios de sol que sei que ainda virão essa semana
e me deixarão radiante, r-adiante, ao menos...!
Consolo na Praia
Carlos Drummond de Andrade
Vamos, não chores…A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.
21.6.08
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