27.11.08

hasta 29

inferno insano
são
os outros
astros

24.11.08

tic-tac(...)tic-tac(...)

tique-taque
taque-cardia
cardia entope
entope dentro
dentre peitos
peito duro
dura tempo
tempo dilúvio
dilúvio estação
estação trem
trem partida
partida torta
torta pedaço
pedaço doce
d´ocê saudade
saudade distante
diz tanto de vida
devida dúvida
duvida oposto
aposto perdida
perdida transito
trânsito travado
travada drogado
droga do tiro
tiro dardo
dar dor desperta
despertador acordada
a cor dada desbotada
desabotoada paletó
paletó vestido
vestido preto
preto calçada
calçada varrida
varrida doida
doído enterro
desterro luto
luto com torcida
contorcida derrota
de rota pedida
despedida ardor
ar dor intenso
tenso tique
tique-taque
taque-cardia
cardia entope...

13.11.08

tempos obscuros

quando o noticiário da TV bate à nossa porta
rola uma tensão...

a crise chegou...

e me deixou em crise...

mas planejei a reação pra semana que vem!!!


("você marcha, José!
José, para onde?" CDA)

15.10.08

cinderela

carta aguardada
chamada selada
chama embalada
pro baile o chamado
grato agrado

- claro!

dispara:
no alvo flechada
prepara:
peralta, descalça
não pára:

são saltos, são altos, sandálias, sapatos
sem sapos, beijados - reinados
são fadas, são varas, asas e saias
sem vaias, só palmas - espasmos
são alças, são laços, colares e talcos
sem palcos, só pátios - palácios
são capas, são pratas, cambraias, babados
sem atrasos, acabada - asfaltos

eis arrumada carruagem
em aplumadas almofadas
vem aprumada a viagem

ansiedade a voar:
nem paisagem, passagem ou margem
nem praia, nem praça ou mar
nem barca, jangada ou balsa
sem chegada, não acalma, sem lugar
cem jornadas, cem jornais
revistada, declarada, popular:
aos ares a mensagem:
chegada entrada encantada
ao luar iluminada afinal

pra valsa ou salsa, pra flauta ou calda
abraço trufado, olhar chocolate
(tá no) papo melado, barba risada
gargalhada suada
graça engatada
disfarce da guarda
face aguarda
de cara a carne
encara o charme
enlace desface
debaixo da escada
do quarto
chama da vela da chave
clave em destrave
aparte as partes
tatos em etapas
lascas enlaçadas
cacos de cascas
braços amassos
falos afagos
badalo tocado:
- orgasmo.

mastro estiado
rastro estirado
cama ruborizada

alarde
é tarde
no embalo
o abalo badala
balada acabada
embalada chapada
felicidade alada
amálgama

afundado o passado
fendado um pedaço
findado o ginásio
fecundado o colegial
na calma

no escasso alcançado
no passo fintado
no espaço frisado
no sábado sublinhado
na palma

em pausas esparsas
em causa escaldada
fadados compassos
fato consumado
na alma

14.10.08

neosilogismos gregos

e se corpo são, mente sã
e se mente vazia casa do diabo,
talvez corpo em movimento movimente a mente
e afaste os fantasmas

buuuu!!!

cinzas

massa em mess

explosão de cores

arco-íris em combustão

furta cor...

8.10.08

eterno marido

acabo de ler Dostoievski...

buscava com esse título e esse autor
me deparar entre a inteligência e a perspicácia do tal,
e entre o romantismo do chamariz e do meu âmago incorrigível...

de cara curioso,
o que para mim sugeriam sonhos, planos, futuro
(e que imaginei que fossem ser frustrados),
se sobrepos o passado, a imobilidade, a paralisia...

o eterno marido, um viúvo...
romântico preso em uma condição...

talvez eu pensasse que o eterno pudesse ser aquele que vai,
eterno ser o que fica é profundo e faz pensar...

carta de amor

Penso repenso
corpo da palavra
pó pá
lavro
com as mãos
crio bolhas
balbucio
calo frio

Penso pretenso
numa cartada
rabusco
você
me entrego
te trago
não sorvo
te sirvo

Tenso despenso
minha casca
cacos de
cá com botões
desato o nó na
soluço
insolúvel
um branco
seus ombros
nu alvo
não acho
rasuro

Sento compenso
impressionada
sem expressões
pressiono têmporas
tempo passa
pernas, porque te quero
peito apertado
ar dor em fé
corpo urge
garganta ruge
caneta em punho
quebro a cabeça
despedaço
meu papel

Penso distenso
nas entrelinhas
me fragmento
o que era leve
peso

1.10.08

tum-tum-tuuuuu...

se atende
quem (se) quer
chamada (a)pelo:
- alô
é o que espero...

27.9.08

quem vi(ver)verá

ultimato
ultimorte
arremate

em aberto...

25.9.08

$$$

dinheiro compra sonhos
promove planos
tranqüilidade

felicidade?

não sei se traz,
mas o revés,
o fel já senti:

dinheiro traz infelicidade...

4.9.08

ÁGUA

falta de
boca
se cala
cola

longa aspera
aspira-respira
se coar
mais quando
transpira
ansia

frio na
espira
procura
"sim"
"ais"
híbridos
desidros
mão sua
magua

olhos cheios de sau
dade
dor
no meio do meu
ambíguo
andúvida

em meios se parados
longe vejo
em quando contros contras
quantos?

nós:
me tardes
do que
nunca ou
nahora
H
dois "Ohs"

...salívio...

12.8.08

coletânea de fragmentos recentes

- sempre achei que a novidade e empolgação
trariam um frescor ao início... (alguém)

- pra mim o primeiro ano foi o mais difícil! (outrém)

- mas não necessariamente (também)

- sei que a falta de intimidade e a dificuldade dos desencontros nos mostraram a fragilidade desse momento e isso sim nos fez cúmplices. Por estarmos envolvidos nisso e assim nos tornamos "nós"
e a partir daí se sente cada vez mais a construção... (bem)

- interminável, diga-se... (amém)

24.7.08

meu atual concreto alvorecer

de grau em grau
calor escadante
em papo çada

17.7.08

asSociAtivaNdo

novos ventos
maré boa
alto mar
mar astral
boa onda
vida leva
leve eu
in love
como uma luva
(in e transitivo)
trans-ativo
inter
inteira
plena
pluma
ao vento (4) ...

11.7.08

meu pecado capital

os opostos se contraem
e se embatem
dentro de mim...

minha ansiedade e energia convivem mto mal
com minha preguiça...

mas sou forte
(e que isso ñ dê força a esse meu pecado)

nada como incentivos...

quem sabe esse telefonema de hj...

7.7.08

o retorno

foi longa mas não infinito...

27.6.08

prosaico prazer

hj sem cachecol nem meia calça
me senti frugal

24.6.08

con solo floresce

adubo

aridez, acidez, primavera porvir

há horas que drummond ecoa com sua vozinha murmurante,
um vozinho murmurante em acompanhamento de piano...

consolo, consoles, na soleira, na praia ou na paulicéia...

espero os raios de sol que sei que ainda virão essa semana
e me deixarão radiante, r-adiante, ao menos...!

Consolo na Praia
Carlos Drummond de Andrade

Vamos, não chores…A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.

21.6.08

a cor da cin za

tenho sono
tenho sonhos

quero minha cama