7.11.12
vãos os anéis se os dedos não ficam
do que você abriu mão?
de não segurar a minha?
pra me deixar abanando?
ou pra acenar pra você?
tateio no escuro
e me estendo insegura...
vem?!
31.10.12
25.10.12
três anos
do passado pro futuro
vc veio sem presente
chegou quando eu luto
faltou nossa festa
nos acomodamos nas batalhas diárias
e assim encaixamos
sem laços de fita
só na mudança
o lar foi refúgio
sem muito doce ou amargo
tampouco pimenta
nem por isso sem sal
paixão que morreu atropelada
amor que nasceu machucado
feridas cicatrizadas
felinos domesticados
agora,
não é presente é hoje
já cheio de ontens
e eternos amanhas
três anos lado a lado
escalando aos montes
com todas as arestas
e curvas da estrada
desorientados no tempo e no espaço
cheios de bagagem e desbussolados
procurando nosso lugar ao sol
sob noites de luar
com sombra e água fresca
e céu estrelado
na vista:
horizontes cumpliçados em muitas novas trincas...
18.10.12
16.10.12
8.10.12
eu pro fundo
medo de confrontar a fundo
porque, neste fundo, nossa trajetória é solitária mesmo
mas fico à flor da pele de pensar assim
porque já me senti compreendida de dentro
talvez quando o dentro estava mais na superfície e mais fluído,
com olhos mais puros e menos viciados
gostaria de dar as mãos e sonhar junto
mas sonho com isso sozinha
e, cá pra nós, nós não há, só eu.
30.9.12
aurora
desperta dor
me toca
às 4:30
escuro e frio
que nada pode encobrir
feridas em carne viva
inerte
nem pesadelo nem sonho
insônia crua
em sons zumbidos
à espera dos novos pios de morcegos
24.9.12
estacionada
no inverno
o chamado pra hibernar
na primavera
esperança de florescer
no verão
para então raiar
no outono
e esperar que mude
esse tango-delay
da estação.
22.9.12
soslaiou
faltou com a palavra,
trouxe apenas aquela expressão.
não de sim mas de porém.
não preencheu, embargou,
a voz a saliva a mão.
do toque que acenou,
do olhar que fugiu,
do pulsar de vai e vem...
foi.
14.9.12
11.9.12
ligamento cruzado anterior
ser flexível,
manter-se em pé,
seguir em frente:
cansaço de tanto cabo de força pra me sustentar...
e de repente, um salto maior que a perna, tudo explode...
a insustentável leveza do ser...
rompeu-se.
quem serei eu após?
30.8.12
enlaços
ele, estranho o suficiente pra ser normal.
eu, em molduras pra não transbordar da casinha.
nós, como diría o poeta, para se ver (e viver e conviver) de perto (e aperto).
espremidos e exprimidos por cá…
dispersos, diversos em versos por lá e acolá...
22.8.12
20.8.12
era uma vez... e outra também...
em busca de novos roteiros pra minha vida...
pra seguir no bom e velho rumo da escrita...
28.7.12
17.7.12
3.7.12
20.6.12
11.6.12
4.6.12
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