19.9.11

era uma vez (...) para sempre.

* houve um tempo em que tempo havia *

11.9.11

cinco vezes sentido

Respondeu-me em ações,
com gestos bem eloquentes.
Fiquei sem palavras,
silenciei no ato.
Cansada dos gritos da alma,
fechei os olhos.

(e respirei novas sinfonias)...

5.9.11

"estado melancólico causado pela falta de algo" (segundo dicionário sobre a nostalgia)


No plano da volta, encontra-se a nostalgia do presente...

(Vendo o curta português Viagem a Cabo Verde de José Miguel Ribeiro voltaram à tona sensações recentes que tive...)

Passagem pelo interior do Espírito Santo, e um outro modo de vida: comendo o que se planta, nas pausas lendo, no trabalho só o som do trabalho, com as pessoas a relação com as pessoas (sem máscaras e por isso às vezes mais timidez envolvida)...

Na volta a nostalgia foi profunda, não era só o tchau para um espaço, mas para um modo de vida...

E daí a nostalgia de qualquer partida, de ida ou de volta...

E aí meu jeito nostálgico, de quem tem saudades pelo que nem viveu, de quem costuma sofrer por qualquer separação (várias vezes penso com pesar nas ex-relações de meus pares... daí vem uma dor e daí que não sinto ciúmes pois os sentimentos se tornam mais complexos).

Daí que sempre gosto de voltar... Adoro São Paulo, adoro voltar pra casa, mas aí que sempre há uma dor... Sinto a perda, não importa o ganho...

É o tom da nostalgia de Renato Russo em seu "por enquanto", termina "indo de volta pra casa", mas o tudo que há até isso, é repleto de sentimentos, estações que mudam, coisas que acontecem sem mesmo sabermos...

compartilho... aperta, dói e é bom, me faz eu...

25.8.11

novas tend... ências?

Dei de ombros.
E o mundo se virou contra mim.

Ou seria tendinite...?

24.8.11

per pétuo socorro

per duro
per guntando
com per júrios
por per dão
mas per cebo
per si
que per di
nesse distante a per to
per calço

18.8.11

bruxarias

acordei com a pá virada
mas rodo
sacudo a poeira
e com a vassoura
dou a volta por cima!

12.8.11

franco-atiradora

às vezes tenho a impressão de que os sincericídeos me movem...

(deveria suavizar 
ou desbotaria minha genuinidade?
in-genuíno?
cultivo: adubo ou poda?
mas florescer sempre!)

8.8.11

do dicionário: "contemplação mental"


me-dito
sem saber o que dizer
revelo sem-tido
vejo, ouço, falo,
inspiro o que me toca sem-ti

me calo zen resposta na garganta
cerro os olhos
ao som da cachoeira
e pelo desfiladeiro
salto rumo a esse novo estado
de espírito

1.8.11

ressaca pós bonanças e tempestades

em vulnera(in)abilidade...

27.7.11

ah propósito...

quantos e de quantas naturezas
despropositados
conclusivos e inconclusos

ah final...

25.7.11

campo-mina-cidade

Quando a idéia aterrada vence a concretizada,
feliz do plano-semente.
Que lá de dentro pode se nutrir e florir,
surgir talvez mais curvo que outros.
Plano que pode chegar sem arranhar,
céu de estrelas que brilham e acolhem.

7.7.11

des-sampalizando...

Há tempos que não me isolo...

Vamos ver como me saio no meio do mato...

Retiro galináceo-artístico-espiritual...

;)

30.6.11

hiato (ou viagem de trabalho)

Era pra respirar outros ares.

E não me sentir sem chão,
pelos ares,
espalhada,
aérea,
rarefeita...

Era pra ser um mergulho em outro mundo,
só espero não virar um peixe fora d'água...

Minhas raízes seguem, espero não ressecar nenhum fruto...

21.6.11

ramalhete

Remo rumo ao ramo...
Será que ali floresce a rima...?
Ou precisarei da boca para enfim chegar a...
Aliteração da poesia...?

8.6.11

STATUS



status is tatus

e ponto.

ou melhor: bolinha!

22.5.11

palavras e "brincadeiras" de outrens para fazer pensar...

(...) "Não quero dizer que com isso que havia deixado de amá-la, que a esquecera, que sua imagem desbotara; ao contrário; ela morava em mim dia e noite, como uma silenciosa nostalgia; eu a desejava como se desejam as coisas perdidas para sempre.

E como Lucie se tornara para mim um passado definitivo (que como passado, vive sempre e, como presente, está morto), lentamente ela perdia para mim sua aparência carnal, material, concreta, para cada vez mais se desfazer em lenda, em mito escrito sobre pergaminho e escondido numa caixa de metal depositada no fundo da minha vida" (...)

Trecho de "A Brincadeira" de Milan Kundera...
Que fala sobre pequenas palavras que podem marcar para sempre...
Assim como nesse trecho ele fala de pessoas...

17.5.11

pós

tic-tac
estica-estaca
respira-repara
pira-para

por poros atentos
tantos tontos
porosos

perenes

como a fresta de sol invernal que bate agora em minha nova janela...
quero ela em minha vida, quero minha vida assim...
assim sem pré e sem pós
meu momento...
manso e manto:
memento.

24.4.11

TPF (tensão pré-filmagem)

No meio do caminho tinha uma bola,
uma bolinha
um tatu-bolinha

para bolar...
rebolar...
embalar...

e rodar!

luz, câmera, ação!

17.4.11

tempo de satie...

ócio, palavra macia,
sacia meu desejo de absorver e assimilar aquilo que tão intenso
aquilo que sem tempo para degustar fica perdido em cansaços...

turbilhão de empilhamentos pilhados me curto-circuitam...

quero o longo, quero o lânguido, quero o longe...

quero a nostalgia...

pelo menos vez ou outra...

como a que está presente nesse breve instante: http://www.youtube.com/watch?v=5_C9K7cieEc&feature=fvst

1.4.11

Primeiro de Abril


Sempre tive boa memória para datas e afins, daí essa data era uma diversão: quase sempre era uma das primeiras a criar histórias cabeludas, fazer pegadinhas, enfim, explorar o lado lúdico da mentira...

Hj em dia já não tem mais tanta graça, tudo é mais sério... (faz lembrar mais do golpe militar do que os pequenos golpes que eu dava na escola). Talvez principalmente nesses tempos, de tanta correria, tantos compromissos, tantas verdades a serem ditas, polidez e política para se dizer coisas... 1o de abril é um dia como tantos, e hoje ainda com um peso a mais para administrar palavras...

Saudades do faz-de-conta no lugar do faz-as-contas, saudades da carochinha no lugar da carrocinha (do soltar os cachorros), saudades dos contos de fadas no lugar dos contos de fados... 

Então fazer desse dia uma homenagem, 1o de abril - dia da fantasia! Para realismos mais fantásticos para nós! Mais riqueza, criatividade, magia...